sexta-feira, 28 de maio de 2010

VITAL MOREIRA APOIA ALEGRE

A POLÍTICA NÃO SE COMPADECE COM ESTADOS DE ALMA
Reiterando o que disse há tempos, num artigo no Público, penso que o PS está "condenado" a apoiar a candidatura de Manuel Alegre, apesar das fortes razões de queixa e das muitas divergências que tem em relação a ele.Eis as razões para esse inevitável apoio, mesmo reticente. Primeiro, não podendo o PS deixar de "ter" um candidato presidencial e tendo Alegre tomado a dianteira desta vez, agora seria o PS a causar a divisão do partido se apresentasse outro. Segundo, na verdade não se vislumbra no PS nenhum outro candidato disponível capaz de ser melhor alternativa a Alegre. Terceiro, sendo praticamente certa a reeleição de Cavaco Silva, por mais apoios que Alegre possa congregar, este será o candidato que melhor defende o PS desse insucesso eleitoral, justamente por não ser seu candidato a 100%, até por ser "compartilhado" com o BE. Dito por quem é, isto pode parecer cinismo, mas não é: nas circunstâncias, Alegre é o melhor candidato que o PS poderia ter. VITAL MOREIRA.

SONDAGEM DA MARKTEST


Marktest, 18-20 Maio, N=804, Tel.
Intenções de voto após redistribuição de indecisos:

PSD: 43,9%

PS: 27,6%

BE: 7,7%

CDS-PP: 7,5%

CDU: 7,1%
Desde 1991 que o PSD não conseguia um resultado que permitisse estar tão perto da maioria absoluta. PS tem o pior resultado desde que Sócrates é líder.
"Maioria absoluta". As duas palavras que o PSD não pronuncia, nas urnas, desde 6 de Outubro de 1991 estão ao alcance de Pedro Passos Coelho.O barómetro de Maio da Marktest, para o Diário Económico e TSF, retrata a perda de intenções de voto à esquerda e uma subida substancial à direita, com destaque para o PSD que ganhou no último mês quatro pontos percentuais e alcança agora os 44%, o PS que cai seis pontos para os 28% - o valor mais baixo desde que José Sócrates é líder - e o CDS que resiste à subida dos social-democratas e passa de cinco pontos em Abril, para os 8% em Maio.
"Havia uma dúvida: o pacto de austeridade assinado entre Pedro Passos Coelho e José Sócrates penaliza PS e PSD da mesma forma? A voz comum dizia que sim, mas este estudo prova que a responsabilização do Governo é sempre superior", defende Cardoso Rosas, professor da Universidade do Minho.O contexto em que foi feito o trabalho de campo certamente ajuda a explicar a evolução dos últimos 30 dias: depois de ter apresentado ao país um aumento generalizado de impostos com versões contraditórias sobre a sua entrada em vigor, o Governo foi confrontado com a maior percentagem de desemprego registada nos arquivos do INE, viu o Banco de Portugal abrir a porta à necessidade de serem tomadas novas e ainda mais difíceis medidas de consolidação das contas públicas e ouviu os maiores banqueiros do país a confirmarem que o crédito será, cada vez mais, um bem escasso e caro, tanto para empresas como famílias. Manuel Meirinho diz que "não se pode considerar o bom resultado do PSD como um activo da actual liderança, que ainda não mostrou o suficiente para ter maioria absoluta, mas sim a um profundo e deliberado voto de castigo ao Governo, ao PS e à inconsistente coordenação das políticas públicas".in Diário Económico online, 28-5-2010

JSD NO RECRUTAMENTO....

Passei junto à escola dos Barreiros ainda à pouco e lá estava a JSD com um quiosque atrelado a um carro quase dentro dos portões da escola.... se fossem outros eram logo rebocados por infringirem o código de estrada. Os laranjinhas continuam em acções de recrutamento para novas adesões.... os rapazes não brincam....

quarta-feira, 26 de maio de 2010

DIA DA CIDADE DO FUNCHAL - PEDRO PASSOS COELHO SEMPRE VEM?

A instrumentalização do dia da cidade do Funchal é de facto uma vergonha. A alegada presença de Pedro Passos Coelho nesta efeméride comemorativa é um escândalo. Não consta que Albuquerque tenha, no passado, convidado qualquer líder da oposição, seja ele Ferro Rodrigues ou Durão Barroso, só para citar alguns exemplos.
Este convite nasce com que fim?
Por razões internas e externas - mas tem um fim último a auto promoção de Miguel Albuquerque.
O PSD-M afirmou que não convidaria Pedro Passos Coelho para a Festa do PSD a resposta veio de Albuquerque com o convite para a sessão solene do dia da Cidade. Há aqui uma clara instrumentalização da CMF para dirimir questões internas, não na Câmara, mas dentro do PSD.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

RTP-M QUE CRITÉRIOS??


A RTP-M transmitiu em directo da Assembleia da República a Moção de Censura ao Governo do PS e muito bem.

O que não se entende é que da últimas vez que existiu uma Moção de Censura ao Governo Regional do PSD-M a RTP-M nada transmitiu.

Uma Televisão pública com caracteristicas regionais Censura as Moções de Censura que os partidos da oposição apresentam na Assembleia Regional, censurando assim as oposições.

Esta RTP-M Censura as Censuras na Madeira mas já não Censura as Censuras ao nível do país. Critérios...Critérios...Critérios...Critérios...Critérios...Critérios...Critérios...Critérios...Critérios...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

AS CINZAS ANTI-DEMOCRÁTICAS, QUE PAIRAM SOBRE A MADEIRA, SUFOCAM A LIBERDADE DE IMPRENSA


Editorial
Razões de uma demissão



Levo hoje ao conhecimento dos leitores a minha demissão do cargo de Director do Diário de Notícias.

Uma decisão pessoal emergente do regime de excepção criado à Comunicação Social madeirense.

Como é do domínio público, a imprensa é um dos ramos de actividade que mais têm sentido a recessão económico-financeira mundial. No caso, acresce o sufoco e o cerco ao nosso jornal congeminado e perpetrado pelo presidente do governo da Madeira, dr. Alberto João Jardim, que está a aproveitar as dificuldades deste período negro, com reflexos fatais no mercado insular, para concretizar o seu antigo projecto de fechar o DIÁRIO. Depois de muitos anos a atribuir ao DN ofensas e ataques pretensamente gerados contra si, o dr. Jardim passou à estratégia de desvirtuar o mercado regional dos media, passando expressamente a beneficiar em 1992 um jornal concorrente - o Jornal da Madeira - com uma verba anual astronómica. Em 2009, o total dos apoios recebidos por aquele órgão ascendia aos 42 milhões de euros. Trata-se de uma injecção de 11 mil euros diários no JM, com discriminação do resto da imprensa.

Paralelamente, o dr. Jardim utilizava os actos públicos para intimidar os empresários que anunciavam no DN. Reduziu também praticamente a zeros a publicidade oficial no nosso diário, entregando-a na quase totalidade ao JM. E as instituições públicas dependentes do governo regional receberam ordens para cortar as centenas de assinaturas do DN.

Não satisfeito com os atropelos à lei para levar este diário à falência, o dr. Jardim, em Janeiro de 2008, passou o JM a gratuito, aumentando a sua tiragem de 5 mil para 15 mil exemplares. Gratuito apesar de em capa apresentar o preço de 0,10 €. E ainda com uma máquina de distribuição a agravar os já delirantes custos cobertos integralmente pelos impostos do povo. Ou seja, um produto gratuito com características de generalista a ser distribuído de graça ao lado de outro jornal com preço de capa de 0,70€, porque sobrevive do seu trabalho.

É o mesmo que ao lado de um restaurante da praça abrir um outro com refeições gratuitas e com a mesma substância. Ainda por cima, obrigando os funcionários públicos a servir-se no gratuito. Naturalmente que o primeiro restaurante, pago, teria os dias contados.

Os efeitos desta escalada perversa preparada sem escrúpulos pelo dr. Jardim chegaram ao DN, que não recebe quaisquer subsídios. O ano passado, vivemos nesta Casa o drama do despedimento colectivo. Um doloroso processo que tirou o trabalho a profissionais competentes e empenhados. Sem o menor sentimento perante madeirenses com responsabilidades familiares, o dr. Jardim tem continuado a incentivar uma guerra generalizada ao DN, com mentiras descaradas a fazer de argumentação aos seus sinistros desígnios. Hoje, com nova vaga de despedimentos à vista, conforme já assumiu o Conselho de Gerência do DN, o dr. Jardim insinua e faz constar que a situação crítica está criada por culpa do Director, deixando perceber que, resolvido esse 'problema', tudo poderia voltar ao 'normal'.

Trata-se de uma manobra vil e crapulosa para tentar baralhar causas e efeitos. O dr. Jardim, habituado a estracinhar adversários e até companheiros seus na praça pública, e a fazer bullying com a imprensa (ontem com uns, hoje com outros, amanhã com outros ainda), percebeu que nem todos os alvos estão talhados para apanhar e calar. Daí tentar fazer crer que as reacções aos seus insultos, enxovalhos e linchamentos é que começaram primeiro.

Apesar de tão descarada ser a estratégia, o problema persiste. Há despedimentos à vista. E há rumores sobre putativos culpados. Neste contexto, fui levado a medir atentamente a situação. Concluí que a solução menos má é aquela que acabo de transmitir ao Conselho de Gerência do DN. Em tentativas anteriores, pelos mesmos motivos, o CG rejeitou liminarmente o meu pedido de demissão, até por não aceitar que pressões do exterior influenciassem a vida interna do DN. Posição louvável da empresa. Mas agora, perante as mais recentes investidas contra o DN, decidi tomar unilateralmente a decisão de abandonar o cargo, informando o CG da sua irreversibilidade. Faço-o num momento em que o nosso jornal, embora sem correspondência cabal no suporte financeiro, circula com prestígio e energia, merecendo o apoio e o incentivo dos leitores e dos madeirenses em geral. Agradeço às distintas personalidades que nos têm dado a honra de dar corpo à nossa página de 'Opinião', bem como à estrutura de editores, jornalistas e restantes colaboradores que nestes quase cinco anos comigo trabalharam com competência, qualidade e uma lealdade sem mácula. Dirijo aos assinantes, anunciantes e leitores em geral uma palavra de apreço e de coragem, porque todos percebemos que hoje é perigoso ler as nossas edições. Veja-se o ponto a que chegou a estranha democracia na Madeira!

Recordemos que o Presidente da República, a Assembleia da República, a ERC, os tribunais, os partidos políticos, o governo de Lisboa - todos têm conhecimento dos criminosos atentados contra a liberdade de imprensa na Região. Infelizmente, o que esses dignitários e instituições fazem é vir cá elogiar a "superior qualidade da democracia na Madeira" e a "obra" realizada pelo "democrata" dr. Jardim.

Da minha parte, quero deixar claro que me demito da Direcção do DN mas não me demito da minha carreira, que é a de jornalista. Muito menos estou em fuga de qualquer tipo de confronto. Pelo contrário, terei mais disponibilidade para escrever, agora com o desprendimento de o meu trabalho profissional e as minhas acções pessoais não vincularem a instituição Diário de Notícias. Terei até mais tempo para combater nestas páginas centenárias as cirurgias e os branqueamentos que por vezes vemos por aí fazerem da nossa História. Fá-lo-ei cá dentro do Diário de Notícias, jornal onde comecei a cometer as primeiras gralhas já lá vão 35 anos.

A vida continua hoje.


Luís Calisto