sexta-feira, 28 de maio de 2010

SONDAGEM DA MARKTEST


Marktest, 18-20 Maio, N=804, Tel.
Intenções de voto após redistribuição de indecisos:

PSD: 43,9%

PS: 27,6%

BE: 7,7%

CDS-PP: 7,5%

CDU: 7,1%
Desde 1991 que o PSD não conseguia um resultado que permitisse estar tão perto da maioria absoluta. PS tem o pior resultado desde que Sócrates é líder.
"Maioria absoluta". As duas palavras que o PSD não pronuncia, nas urnas, desde 6 de Outubro de 1991 estão ao alcance de Pedro Passos Coelho.O barómetro de Maio da Marktest, para o Diário Económico e TSF, retrata a perda de intenções de voto à esquerda e uma subida substancial à direita, com destaque para o PSD que ganhou no último mês quatro pontos percentuais e alcança agora os 44%, o PS que cai seis pontos para os 28% - o valor mais baixo desde que José Sócrates é líder - e o CDS que resiste à subida dos social-democratas e passa de cinco pontos em Abril, para os 8% em Maio.
"Havia uma dúvida: o pacto de austeridade assinado entre Pedro Passos Coelho e José Sócrates penaliza PS e PSD da mesma forma? A voz comum dizia que sim, mas este estudo prova que a responsabilização do Governo é sempre superior", defende Cardoso Rosas, professor da Universidade do Minho.O contexto em que foi feito o trabalho de campo certamente ajuda a explicar a evolução dos últimos 30 dias: depois de ter apresentado ao país um aumento generalizado de impostos com versões contraditórias sobre a sua entrada em vigor, o Governo foi confrontado com a maior percentagem de desemprego registada nos arquivos do INE, viu o Banco de Portugal abrir a porta à necessidade de serem tomadas novas e ainda mais difíceis medidas de consolidação das contas públicas e ouviu os maiores banqueiros do país a confirmarem que o crédito será, cada vez mais, um bem escasso e caro, tanto para empresas como famílias. Manuel Meirinho diz que "não se pode considerar o bom resultado do PSD como um activo da actual liderança, que ainda não mostrou o suficiente para ter maioria absoluta, mas sim a um profundo e deliberado voto de castigo ao Governo, ao PS e à inconsistente coordenação das políticas públicas".in Diário Económico online, 28-5-2010

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