sexta-feira, 25 de setembro de 2009

RESULTADOS ELEITORAIS 2005-RAM


PS AVANÇA, PSD ESTAGNA


O PS disparou na sondagem feita pela Intercampus para o PÚBLICO, a TVI e o Rádio Clube Português. Os socialistas obtêm 38 por cento das intenções de voto, entrando assim numa aproximação clara da barreira dos 40 por cento, pelo que é possível ainda a Sócrates repetir a maioria absoluta.
A subida do PS coloca-o a oito pontos percentuais do PSD que surge com 29,9 por cento. Mas enquanto o PS, na sondagem publicada no sábado dia 25, tinha um resultado bem mais baixo do que agora, ou seja 32,9 por cento, o PSD obtinha apenas menos duas décimas das intenções de voto, 29,7 por cento.A conquista de mais 5,1 por cento das intenções de voto pelo PS nesta sondagem, cujo trabalho de campo decorreu entre 21 e 23 de Setembro e que contemplou 1006 inquiridos, através do método de sondagem da simulação do voto em urna fechada, foi principalmente conseguida à custa do BE, mas também do PCP.
Já o CDS sobe. Havendo ainda significativas alterações ao nível das intenções de votar noutro partido, em branco ou nulo, bem como no que se refere aos inquiridos que se recusam a responder ou dizem não saber ou não querer responder. Assim, o BE surge com 9,4 por cento das intenções de voto, quando da sondagem anterior da Intercampus, publicada a 19 de Setembro obtinha 12 por cento. O BE desce assim numa semana 2,6 por cento das intenções de voto.O PCP desce também. Agora, obtém 8,4 por cento das intenções de voto, quando há uma semana tinha 9,2 por cento. Os comunistas perdem assim 0,8 por cento das intenções de voto.Baixa também substancialmente o número de inquiridos que declaram votar noutros partidos, que votarão em branco ou anularão o seu boletim de voto. A projecção dos resultados desta sondagem apontam para 6,6 por cento de respostas que se agrupam nesta situação, enquanto há uma semana havia 9,2 por cento de intenções de voto num partido não parlamentar, em branco ou nulo.A percentagem de pessoas que não respondem ou que dizem não saber onde irão votar aumentou de forma significativa. Agora são 13,2 dos inquiridos, enquanto na sondagem de 25 de Setembro estas respostas foram dadas apenas por 8,9 por cento dos inquiridos. Ou seja, há um aumento de 4,3 do que vulgarmente se chama de indecisos.Por sua vez, se aumentou o número de inquiridos que não respondem ou dizem que não sabem em quem vão votar, aumentou também o número dos que que assumem que vão, de certeza, votar. Nesta categoria, há uma semana, estavam 71,8 por cento; agora estão 74,4 por cento. Inversamente, baixou significativamente a percentagem de inquiridos que responde “não estou a pensar ir votar”. Este grupo de respostas está nos 7,7 por cento, quando a 25 de Setembro era de 10,6 por cento.A percentagem de respostas que diz “em princípio não tenho intenção de ir votar, mas é possível que venha a decidir votar” sobe ligeiramente, de 3,3 para 3,5 por cento. Tendência para descer tem também a resposta que afirma “tanto posso decidir votar como posso decidir não votar”, que se queda agora em 6 por cento, quando era de 6,4 por cento.A subir está também a percentagem de inquiridos que afirmava que “em princípio tenho intenção de ir votar, mas é possível que venha a decidir não votar”. No dia 25 de Setembro apenas 7,8 por cento das pessoas se identificava com esta posição e agora esta percentagem sobe para 8,5 por cento.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A CAMINHO DA VITÓRIA!


PELO FUTURO DA MADEIRA

“defendemos uma autonomia dialogante com todos aqueles que são os nossos parceiros e não uma autonomia de insultos”

Bernardo Trindade assegurou esta quarta-feira que o seu compromisso político é com a Madeira, na busca de soluções, por uma autonomia dialogante e sem insultos, “defendemos uma autonomia dialogante com todos aqueles que são os nossos parceiros e não uma autonomia de insultos”, declarou durante o comício realizado esta quarta-feira na Praça do Município no Funchal, perante centenas de militantes e simpatizantes.
“Eu não posso, lançar pedras para a República e no dia a seguir, pedir que me ajudem a pagar o hospital; eu não posso mandar pedras para Lisboa e no dia a seguir, pedir que aumentem o endividamento para além dos 256 milhões de euros do programa Pagar a Tempo e Horas; eu não posso mandar pedras para Lisboa e no dia a seguir, pedirem para que resolva o problema dos transportes da Madeira; eu não posso mandar pedras para Lisboa e no dia a seguir, telefonarem-me para que resolva o problema do turismo da Madeira”, sublinhou. O cabeça de lista do Partido Socialista madeirense às eleições legislativas de domingo, acusou ainda o PSD/M de dirimir apenas com os argumentos de quem é fraco, designadamente o financeiro, o da maledicência e o do insulto permanente, “durante esta campanha eleitoral, à falta de melhor, elegeram este vosso camarada afirmando que se tratava de um traidor. Aquilo que vos digo, olhos nos olhos, é que sempre servi a Madeira, nunca me servi da Madeira e do Orçamento da Madeira; o meu ordenado é fruto do meu trabalho, eu não vivo de avenças, eu não vivo dependente do Governo Regional, eu não vivo dependente da Câmara Municipal, eu vivo sobretudo para servir a Madeira”.

Bernardo Trindade realçou ainda que o “PS é o partido da autonomia e que não recebe lições de ninguém sobre o que é ser autonomista”, recordando que, em 1976, foi uma maioria parlamentar do PS na Assembleia da República, que consagrou as autonomias da Madeira e dos Açores; que um Governo liderado por Mário Soares fez a primeira transferência de competências para a Região no âmbito da Saúde; que o Governo de António Guterres fez a clarificação do relacionamento financeiro entre o Estado e as regiões autónomas “depois da asfixia dos executivos de Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite”.
“Foi um governo do PS, liderado por António Guterres, que pagou a dívida da Madeira e dos Açores criando condições de sustentabilidade para os madeirenses e portosantenses”.
Por seu lado, o presidente do PS-M, João Carlos Gouveia, apelou na sua intervenção a todos os madeirenses e portosantenses para concentrarem os votos nos socialistas “queremos deputados na Assembleia da República que defendam os interesses dos madeirenses e que exijam aos ministérios mais directamente relacionados com as funções de soberania na região um maior investimento e melhores serviços”.
O comício teve ainda a participação do líder da JS-M e candidato a deputado à Assembleia da República, Orlando Fernandes, a mandatária da candidatura de Bernardo Trindade, Luísa Clode, e do candidato à presidência da Câmara Municipal do Funchal, Rui Caetano.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NÃO QUER OUVIR FERNANDO LIMA, COM URGÊNCIA????

A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NÃO QUER OUVIR FERNANDO LIMA, COM URGÊNCIA???? NENHUM PARTIDO QUER OUVIR FERNANDO LIMA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA?
in DN
Cronologia
23 de Abril de 2008 - Luciano Alvarez envia um mail ao correspondente na Madeira, Tolentino da Nóbrega, a pedir-lhe que investigue a presença do assessor do primeiro-ministro, Rui Paulo de Figueiredo, na comitiva de Cavaco Silva quando este visitou a Madeira. Nesse mail, o editor de Política do Público refere que se encontrou com o assessor de Cavaco Silva, Fernando Lima, a pedido do próprio Presidente que achava "que o gabinete do primeiro-ministro o anda a espiar". E refere que Lima lhe entregou um dossier sobre Rui Paulo de Figueiredo.
5 de Maio de 2008- Tolentino Nóbrega responde a Luciano, depois "de contacto telefónico", que tudo "não passa de paranóia do PR & Lima". O jornalista refere uma série de contactos oficiais na Madeira e a visualização de documentos, concluindo que a presença Rui Paulo de Figueiredo estaria dentro das regras protocolares e com conhecimento da Presidência da República. Pelo que, considera, a história não tem pernas para andar.
18 de Agosto de 2009- O Público faz manchete com o seguinte título: "Presidência suspeita de estar a ser vigiada pelo Governo". A peça, assinada pela jornalista São José Almeida, cita um membro da Casa Civil do Presidente da República: "Estarão os assessores da Presidência ser vigiados?" A desconfiança terá surgido porque foram publicadas notícias a dar conta de que assessores do Presidente estavam a colaborar na elaboração do programa de Governo de Manuela Ferreira Leite.José Sócrates classifica a notícia como "disparates de Verão". Belém fica em silêncio.
19 de Agosto de 2009- O jornal faz, desta vez, referência a Rui Paulo de Figueiredo. Na peça, assinada por São José Almeida e Luciano Alvarez, diz-se que "o que criou mais desconforto na Casa Civil do Presidente foi o facto de o gabinete do primeiro-ministro ter incluído na comitiva presidencial um adjunto de José Sócrates, sem nenhuma explicação natural.
20 de Agosto de 2009-O socialista Francisco Assis desafia Cavaco Silva a calar os assessores que tenham levantado suspeitas sobre espionagem.

13 de Setembro de 2009 - O provedor dos Leitores do Público, Joaquim Vieira, escreve sobre o assunto nas páginas do jornal. Num comentário crítico, refere que toda a informação recolhida por Tolentino de Nóbrega na Madeira não foram incluídas nos artigos publicados em Agosto sobre a alegada espionagem a Belém por parte de São Bento

IN DIÁRIO DE NOTICIAS

EDITORIAL

Uma pergunta ainda em aberto e que tem de ser respondida: Cavaco Silva demitiu Fernando Lima porque este actuou à sua revelia ou apenas porque o colaborador foi inábil e o colocou numa posição de fagilidade política?

Se eu for 1º ministro...


AINDA AQUI VAMOS....




segunda-feira, 21 de setembro de 2009

COMÍCIO FESTA DO PS 23 DE SETEMBRO, LARGO DO MUNICÍPIO, NO FUNCHAL


BERNARDO TRINDADE EXORTA SOCIALISTAS À VITÓRIA NO DIA 27

http://www.bernardotrindade.com/
Segunda, 21 Setembro 2009 11:05
A uma semana das eleições legislativas, Bernardo Trindade pediu a mobilização dos militantes e simpatizantes do PS/M, porque “o caminho é difícil, mas ao mesmo tempo estimulante. O pior que nos podia acontecer era acordarmos no dia 28 com a ressaca, com a angústia, de termos novamente a direita no poder e a Dr. Manuela Ferreira Leite no cargo de primeiro-ministro”.
Num jantar este domingo, que teve Luís Amado como convidado especial, o cabeça de lista à Assembleia da República lembrou aos candidatos a cargos autárquicos presentes que, “um excepcional resultado a 27 de Setembro será seguramente a mola propulsionadora para um grande resultado autárquico para o PS no dia 11 de Outubro”.
Bernardo Trindade aproveitou para denunciar o ambiente de asfixia criado pelo Governo Regional “nos últimos quatro anos e meio em que, no essencial, se asfixiou as pessoas com um conjunto de informação que não era verdadeira sobre o compromisso e o contributo do Governo da República para com a Madeira”.
Para rebater essa asfixia recordou “os 50 mil madeirenses que passaram a receber o efeito das medidas sociais do Governo da República no âmbito da Segurança Social”, o aumento do salário mínimo nacional de 375 para 450 euros, a liberalização dos transportes aéreos, os incentivos financeiros no turismo para a promoção e formação, assim como, “o programa Novas Oportunidades, que mobiliza mais de um milhão de portugueses, enquanto na Madeira apenas 7.723 pessoas estão, neste momento, nele integradas. Parece até que se quer, no fundo, reforçar o obscurantismo e a ignorância de um povo”, concluiu numa crítica à actuação do Governo Regional relativamente a uma medida do Governo da República.

Por seu lado, Luís Amado, destacado dirigente socialista e ministro dos Negócios Estrangeiros, concentrou o seu discurso na importância das eleições legislativas para o futuro de Portugal, “depois de domingo, seja qual for o resultado destas eleições, ganhe a direita ou ganhe o PS, nós veremos qual é o partido responsável, quais são as forças políticas responsáveis, capazes de garantir a governabilidade de Portugal, colocando os interesses do nosso país acima dos interesses puramente partidários. O PS é a força positiva na sociedade portuguesa, uma força que não rejeita dialogar com ninguém, que não rejeita sentar-se à mesa e negociar com quem seja necessário negociar, com as instituições que são necessárias para que nós possamos assegurar um futuro melhor para os nossos filhos e gerações vindouras”.
Por isso garantiu que “o PS oferece ao pais um projecto de reforma, de reforma controlada, de reforma negociada, não de ruptura revolucionária ou de conservadorismo imobilista, um, projecto de modernização capaz de nos centrar no projecto europeu mas ao mesmo tempo de nos preparar para a dinâmica de globalização que o mundo hoje conhece, de nos preparar para a inserção do país na nova economia em gestação e no novo sistema internacional que está, aí, a aparecer”.
Para Luís Amado, “a questão é saber quais são as forças que estão dispostas a assumir este compromisso de reformas e de modernização com os portugueses. À nossa esquerda, temos uma esquerda revolucionária, irresponsável, que não quer governar, quer ser contrapoder mas não quer correr o risco de honrar o compromisso da confiança que os eleitores lhes dão e assumir um projecto de governo. À nossa direita temos uma total anemia reformista, nenhum ímpeto, nenhum impulso e as atitudes que a nossa direita assumiu nos últimos meses é de total conivência, cumplicidade, de concubinagem com a esquerda revolucionária, na hostilidade e no afrontamento das principais reformas do país”.
Por fim, este ilustre socialista madeirense considerou, “o que os órgãos de comunicação social deviam confrontar nos partidos políticos e nos portugueses era justamente o debate sobre o futuro do país, sobre a sustentação do crescimento económico e não o “fait-divers”, a calúnia e a extravagante ideia da asfixia democrática”.

domingo, 20 de setembro de 2009

A questão principal



Domingo, 20 de Setembro de 2009

A questão principal
O caso das escutas de Belém suscita a mais preocupante das perguntas: terá este jornal uma agenda política oculta?


Na primeira ocasião (em Queença) Cavaco não foi confrontado com a pergunta que devia ser feita, sobre a sua responsabilida de política no caso


Na sequência da última crónica do provedor, instalou-se no PÚBLICO um clima de nervosismo. Na segunda-feira, o director, José Manuel Fernandes, acusou o provedor de mentiroso e disse-lhe que não voltaria a responder a qualquer outra questão sua. No mesmo dia, José Manuel Fernandes admoestou por escrito o jornalista Tolentino de Nóbrega, correspondente do PÚBLICO no Funchal, pela resposta escrita dada ao provedor sobre a matéria da crónica e considerou uma “anormalidade” ter falado com ele ao telefone. Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO (certamente com a ajuda de técnicos informáticos), tendo estes procedido à detecção de envios e reenvios de e-mails entre membros da equipa do jornal (e presume-se que também de e para o exterior). Num momento em que tanto se fala, justa ou injustamente, de asfixia democrática no país, conviria que essa asfixia não se traduzisse numa caça às bruxas no PÚBLICO, que sempre foi conhecido como um espaço de liberdade.A onda de nervosismo, na verdade, acabou por extravasar para o próprio mundo político, depois de o Diário de Notícias ter publicado anteontem um e-mail de um jornalista do PÚBLICO para outro onde se revelava a identidade da presumível fonte de informação que teria dado origem às manchetes de 18 e 19 de Agosto, objecto de análise do provedor. A fuga de informação envolvia correspondência trocada entre membros da equipa do jornal a propósito da crónica do provedor. O provedor, porém, não denuncia fontes de informação confidenciais dos jornalistas – sendo aliás suposto ignorar quem elas são –, e acha muito estranho, inexplicável mesmo, que outros jornalistas o façam. Mas, como quem subscreve estas linhas não é provedor do DN, sim do PÚBLICO, nada mais se adianta aqui sobre a matéria, retomando-se a análise suspensa há oito dias.Em causa estavam as notícias dando conta de que a Presidência da República estaria a ser alvo de vigilância e escutas por parte do Governo ou do PS. O único dado minimamente objectivo que a fonte de Belém, que transmitiu a informação ao PÚBLICO, adiantara para substanciar acusação tão grave no plano do funcionamento do nosso sistema democrático fora o comportamento “suspeito” de um adjunto do primeiro-ministro que fizera parte da comitiva oficial da visita de Cavaco Silva à Madeira, há ano e meio. As explicações eram grotescas – o adjunto sentara-se onde não devia e falara com jornalistas –, mas aceites como válidas pelos jornalistas do PÚBLICO, que não citavam qualquer fonte nessa passagem da notícia (embora tivessem usado o condicional).A investigação do provedor iniciou-se na sequência de uma participação do próprio adjunto de José Sócrates, Rui Paulo Figueiredo, queixando-se de não ter sido ouvido para a elaboração da notícia, apesar de Tolentino de Nóbrega ter recolhido cerca de seis meses antes a sua versão dos factos. O provedor apurou que na realidade Tolentino de Nóbrega, por solicitação de um dos autores da notícia, o editor Luciano Alvarez, já compulsara no Funchal, logo após a visita de Cavaco Silva, e enviara para a redacção informações que convergiriam com aquilo que Rui Paulo Figueiredo lhe viria a afirmar um ano depois (e que o correspondente entendeu não ter necessidade de comunicar a Lisboa, convencido de que o assunto morrera). Esses dados, contudo, não haviam sido utilizados na notícia (foi por tê-lo dito na crónica que o provedor recebeu de José Manuel Fernandes o epíteto de mentiroso, não tendo recebido entretanto as explicações que logo lhe pediu). O provedor inquirira José Manuel Fernandes e Luciano Alvarez sobre as razões dessa omissão mas não obtivera resposta.Quanto ao facto de não se ter contactado o visado para a produção da notícia, como preconiza o Livro de Estilo do PÚBLICO (“qualquer informação desfavorável a uma pessoa ou entidade obriga a que se oiça sempre ‘o outro lado’ em pé de igualdade e com franqueza e lealdade”), respondeu Luciano Alvarez ao provedor: “Ao fim do dia da elaboração da notícia, eu próprio liguei para Presidência do Conselho de Ministros, para tentar uma reacção de Rui Paulo Figueiredo, mas ninguém atendeu. Cometi um erro, pois deveria ter, de facto, ligado para São Bento, pois sabia bem que era aí que Rui Paulo Figueiredo habitualmente trabalhava, já que uma vez lhe tinha telefonado para São Bento para elaboração de outra notícia”.Numa matéria desta consequência, em que se tornaria crucial ouvir o principal protagonista, o provedor regista a aparente escassa vontade de encontrar Rui Paulo Figueiredo, telefonando-se ao fim do dia (em que presumivelmente já não estaria a trabalhar) e para o local que o jornalista sabia ser errado. A atitude faz lembrar os métodos seguidos num antigo semanário dirigido por um dos actuais líderes políticos (que por ironia tinha por objectivo destruir politicamente Cavaco Silva, então primeiro-ministro), mas não se coaduna com a seriedade e o rigor de que deve revestir-se uma boa investigação jornalística. Se o jornal já possuía a informação há ano e meio, porquê telefonar à figura central pouco antes do envio da edição para a tipografia? É um facto que Rui Paulo Figueiredo, segundo afirmou ao provedor, estava então de férias, mas isso não desculpa a insignificância do esforço feito para o localizar.Também José Manuel Fernandes reconheceu ao provedor “o erro de tentar encontrar Rui Paulo Figueiredo na Presidência do Conselho de Ministros e não directamente na residência oficial do primeiro-ministro”, acrescentando porém: “Tudo o mais seguiu todas as regras, e só lamentamos que os recados deixados a Rui Paulo Figueiredo não se tenham traduzido numa resposta aos nossos jornalistas, que teria sido noticiada de imediato, antes no envio de uma queixa ao Provedor – a resposta não impediria que se queixasse na mesma, mas impediu-nos de noticiar a sua posição e de lhe fazer mais perguntas”.O provedor considera porém que nem “tudo o mais seguiu todas as regras”. As notícias do PÚBLICO abalaram os meios políticos nacionais, e o próprio primeiro-ministro as comentou considerando o seu conteúdo “disparates de Verão”. O assunto era pois suficientemente grave para o PÚBLICO, como o jornal que lançou a história, confrontar a sua fonte em Belém com uma alternativa: ou produzia meios de prova mais concretos acerca da suposta vigilância de que a Presidência da República era vítima (que nunca surgiram) ou teria de se concluir que tudo não passava de um golpe de baixa política destinado a pôr São Bento em xeque. Não tendo havido qualquer remodelação entre os assessores do Presidente da República nem um desmentido de Belém, era aliás legítimo deduzir que o próprio Cavaco Silva dava cobertura ao que um dos seus colaboradores dissera ao PÚBLICO. Mais significativo ainda, o PÚBLICO teria indícios de que essa fonte não actuava por iniciativa própria, mas sim a mando do próprio Presidente – e essa era uma hipótese que, pelo menos jornalisticamente, não poderia ser descartada. Afinal de contas, o jornal até podia ter um Watergate debaixo do nariz, mas não no sentido que os seus responsáveis calculavam.No prosseguimento da cobertura do caso, o passo seguinte do PÚBLICO deveria, logicamente, consistir em confrontar o próprio Presidente da República com as suas responsabilidades políticas na matéria. Tendo o provedor inquirido das razões dessa inacção, respondeu José Manuel Fernandes: “O PÚBLICO tratou de obter um comentário do próprio Presidente, mas isso só foi possível quando este, no dia 28 [de Agosto], compareceu num evento em Querença previamente agendado, ao qual enviámos o nosso correspondente no Algarve. Refira-se que, quando percebemos que não conseguiríamos falar directamente com o Presidente para a sua residência de férias, verificámos a sua agenda para perceber quando ia aparecer em público, tendo notado que a notícia saíra da Casa Civil exactamente antes de um período relativamente longo em que o Presidente não tinha agenda pública”.Em Querença, Cacaco Silva limitou-se porém a invocar “os problemas do país” e a apelar para “não tentarem desviar as atenções desses problemas”, tendo faltado a pergunta essencial: como pode o Presidente fazer declarações altruístas sobre a situação nacional e ao mesmo tempo caucionar (se não mesmo instigar) ataques abaixo da cintura lançados de Belém sobre São Bento? E, como qualquer jornalista político sabe, havia muitas maneiras de confrontar a Presidência da República com a questão e comunicar ao público a resposta (ou falta dela), não apenas andando atrás do inquilino de Belém.Do comportamento do PÚBLICO, o provedor conclui que resultou uma atitude objectiva de protecção da Presidência da República, fonte das notícias, quanto aos efeitos políticos que as manchetes de 18 e 19 de Agosto acabaram por vir a ter. E isto, independentemente da acumulação de graves erros jornalísticos praticados em todo este processo (entre eles, além dos já antes referidos, permitir que o guião da investigação do PÚBLICO fosse ditado pela fonte de Belém), leva à questão mais preocupante, que não pode deixar de se colocar: haverá uma agenda política oculta na actuação deste jornal?Noutras crónicas, o provedor suscitou já diversas observações sobre procedimentos de que resulta sempre o benefício de determinada área política em detrimento de outra – não importando quais são elas, pois o contrário seria igualmente preocupante. Julga o provedor que não é essa a matriz do PÚBLICO, não corresponde ao seu estatuto editorial e não faz parte do contrato existente com os leitores. É pois sobre isso que a direcção deveria dar sinais claros e inequívocos. Não por palavras (pois a coisa mais fácil é pronunciar eloquentes declarações de isenção), mas sim por actos.

Publicada em 20 de Setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

COMÍCIO FESTA DO PS DIA 23 NA PRAÇA DO MUNICÍPIO


PÚBLICO TENDENCIOSO!


http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Lá que usou, usou
"Ferreira Leite usou carro oficial apenas em viagens de e para a sede do Governo Regional" - este é o título da notícia a que o PUBLICO.PT deu destaque principal.O termo "apenas" configura, a meu ver, a emissão de uma opinião/comentário, que não deveria caber no sector supostamente noticioso/informativo do sítio, mas antes no sector de opinião que o mesmo portal contém. Infelizmente, já não é a primeira vez que detecto tais "falhas" no PÚBLICO, sempre com "tendência" favorável para o mesmo quadrante político.Em jeito de conclusão, gostaria de realçar que, em minha opinião, os jornais portugueses deveriam assumir, um pouco como noutros países, e principalmente em períodos eleitorais, as suas preferências políticas.Neste momento temos grupos económicos, com fortes interesses políticos, a dirigir/financiar jornais, e com o assumir dessas inclinações o sector tornar-se-ia muito mais transparente. De outra forma, as pessoas continuarão a assumir como certas as tendências políticas que detectam, de uma forma mais ou menos discreta, nos meios de comunicação social.Vasco Machado

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

JARDIM CONSEGUIU!

A visita à Madeira deu cabo da credibilidade de Manuela Ferreira Leite. Quem foi o autor desta proeza??? Foi o PS, PCP, CDS BE? Não, nada disso! Quem conseguiu acabar com as expectativas de Manuela à cadeira de Primeira-Ministra foi ALBERTO JOÃO JARDIM!
Nos meandros da política nacional, dentro e fora do PSD, mas especialmente dentro, todos responsabilizam ALBERTO JOÃO JARDIM pelo afundamento do PSD.
Sectores nacionais do PSD, próximos de Manuela, andam furiosos com Jardim. Há quem diga que Jardim sabotou irremediavelmente MFL.
Isto está bonito!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

fuck them

NÃO TENHO A MINIMA DÚVIDA!

Alberto João Jardim não é tonto e o que fez com a visita de Manuela Ferreira Leite só tem um objectivo:
a DERROTA de Manuela Ferreira Leite nas Eleições!

A mais bela flor do meu jardim


COMPLEMENTO SOLIDÁRIO PARA IDOSOS


APOIOS SOCIAS DO GOVERNO PS AOS MADEIRENSES


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

HOJE NA MADEIRA


Legislativas
Ferreira Leite pela primeira vez como presidente do PSD na Madeira


07.09.2009 - 07h42 Lusa
Manuela Ferreira Leite estará hoje pela primeira vez na Madeira como líder do PSD, participando em várias iniciativas da pré-campanha do partido nesta Região Autónoma para as eleições legislativas de 27 de Setembro.A presidente dos sociais-democratas teve programada, em Julho, uma deslocação à região para a Festa do PSD/M no Chão da Lagoa, mas a visita foi cancelada por "motivos de doença", tendo fonte partidária afirmado que "estava com gripe". Por esta razão, na altura, o próprio líder do PSD/M, Alberto João Jardim "desaconselhou a visita" e participação naquela que é considerada a "maior festa" da região, que reuniu cerca de 40 mil pessoas nas serras sobranceiras ao Funchal.O programa desta primeira deslocação começa com uma arruada no Funchal (11h00), o que permitirá a Manuela Ferreira Leite contactar a população, efectuando um percurso a pé no centro cidade entre a zona do Café Golden Gate, junto estátua do descobridor da Madeira, João Gonçalves Zarco, e o Mercado dos Lavradores. Almoça em seguida com dirigentes partidários e os candidatos do PSD/M, uma ocasião para apresentar o programa do partido relativamente as regiões autónomas.A meio da tarde, pelas 16h00, a líder do PSD estará na zona oeste da ilha da Madeira, na freguesia da Tábua, no concelho da Ribeira Brava, onde participa na cerimónia de homenagem ao mais antigo presidente da junta de freguesia do País, António Ramos Rodrigues. Presentemente com 88 anos, António Ramos Rodrigues foi regedor entre 1949 e 1976 e é o actual presidente da junta de freguesia da Tábua. O programa desta visita de Manuela Ferreira Leite à ilha da Madeira termina com contactos com a população no centro da freguesia da Ribeira Brava.

O SEM VERGONHA CONTINUA ...

A UTILIZAR AS INAUGURAÇÕES E ACTOS OFICIAIS PARA ATACAR O PARTIDO SOCIALISTA.... JÁ NINGUÉM SE ESCANDALIZA????

SEM CONVITE ALGUNS SOBEM AO PALCO, COMO NA FESTA DA UVA NO PORTO DA CRUZ,... E SE A OPOSIÇÃO FIZESSE O MESMO???

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CASO TVI - RESPOSTA DO PS

Augusto Santos Silva disse que a administração da TVI tem que explicar o que levou à suspensão do Jornal de Sexta do canal, conduzido por Manuela Moura Guedes, descrevendo a decisão como «incompreensível». O dirigente socialista salientou ainda que a ERC deve intervir e recusou qualquer interferência por parte do Governo.
«É público e notório que o PS nada tem a ver com a TVI e com a administração da TVI», disse Augusto Santos Silva, esta tarde, na sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, numa resposta às acusações de ingerência que têm sido feitas por parte dos partidos políticos da oposição ao Governo.
«São absolutamente falsas e merecem-nos o maior repúdio as insinuações ou acusações que se têm sucedido ao longo da tarde e que procuram relacionar esta decisão da administração de uma empresa privada de comunicação social com o PS», frisou. «PS é o principal prejudicado»
«O PS é o principal prejudicado com este episódio», salientou ainda Santos Silva, considerando que ele «desvia a atenção dos temas que deveriam ser discutidos na campanha eleitoral».
«A decisão conhecida hoje da administração da TVI de suspender o seu programa Jornal de Sexta é, aos olhos do PS, totalmente incompreensível», apontou Santos Silva, explicando que ela é vista assim pelo seu partido por não ter sido dada «nenhuma explicação dos seus fundamentos e razões» pela administração do canal e porque se está já «em período eleitoral e a atenção dos portugueses deveria estar concentrada na avaliação das propostas que os diferentes partidos políticos apresentam às eleições».
«Com essa autoridade, de sermos o principal alvo desse programa [Jornal de Sexta], nós exigimos à administração da TVI uma explicação cabal das razões que motivaram esta decisão e pedimos também publicamente a intervenção da identidade competente, que é a Entidade Reguladora para a Comunicação Social», apontou. O dirigente quer que se averigúe «se o princípio constitucional e legal da independência da informação perante o poder económico e se as leis da comunicação social em Portugal, designadamente a lei da televisão, e a responsabilidade que confere às direcções de informação, estão a ser cumpridas».
Freeport
Augusto Santos Silva comentou ainda declarações de Manuela Moura Guedes, relativamente ao facto de o Jornal de Sexta estar a preparar para divulgar novas informações sobre o caso Freeport, lançando um repto.
«Gostaria de desafiar, em nome do PS, todos aqueles que sugerem ou afirmam que têm elementos com valor informativo, que têm a ver com o PS, que o publicitem», apontou.
Última actualização às 18:59

O NOSSO DINHEIRINHO........