sexta-feira, 25 de setembro de 2009

PS AVANÇA, PSD ESTAGNA


O PS disparou na sondagem feita pela Intercampus para o PÚBLICO, a TVI e o Rádio Clube Português. Os socialistas obtêm 38 por cento das intenções de voto, entrando assim numa aproximação clara da barreira dos 40 por cento, pelo que é possível ainda a Sócrates repetir a maioria absoluta.
A subida do PS coloca-o a oito pontos percentuais do PSD que surge com 29,9 por cento. Mas enquanto o PS, na sondagem publicada no sábado dia 25, tinha um resultado bem mais baixo do que agora, ou seja 32,9 por cento, o PSD obtinha apenas menos duas décimas das intenções de voto, 29,7 por cento.A conquista de mais 5,1 por cento das intenções de voto pelo PS nesta sondagem, cujo trabalho de campo decorreu entre 21 e 23 de Setembro e que contemplou 1006 inquiridos, através do método de sondagem da simulação do voto em urna fechada, foi principalmente conseguida à custa do BE, mas também do PCP.
Já o CDS sobe. Havendo ainda significativas alterações ao nível das intenções de votar noutro partido, em branco ou nulo, bem como no que se refere aos inquiridos que se recusam a responder ou dizem não saber ou não querer responder. Assim, o BE surge com 9,4 por cento das intenções de voto, quando da sondagem anterior da Intercampus, publicada a 19 de Setembro obtinha 12 por cento. O BE desce assim numa semana 2,6 por cento das intenções de voto.O PCP desce também. Agora, obtém 8,4 por cento das intenções de voto, quando há uma semana tinha 9,2 por cento. Os comunistas perdem assim 0,8 por cento das intenções de voto.Baixa também substancialmente o número de inquiridos que declaram votar noutros partidos, que votarão em branco ou anularão o seu boletim de voto. A projecção dos resultados desta sondagem apontam para 6,6 por cento de respostas que se agrupam nesta situação, enquanto há uma semana havia 9,2 por cento de intenções de voto num partido não parlamentar, em branco ou nulo.A percentagem de pessoas que não respondem ou que dizem não saber onde irão votar aumentou de forma significativa. Agora são 13,2 dos inquiridos, enquanto na sondagem de 25 de Setembro estas respostas foram dadas apenas por 8,9 por cento dos inquiridos. Ou seja, há um aumento de 4,3 do que vulgarmente se chama de indecisos.Por sua vez, se aumentou o número de inquiridos que não respondem ou dizem que não sabem em quem vão votar, aumentou também o número dos que que assumem que vão, de certeza, votar. Nesta categoria, há uma semana, estavam 71,8 por cento; agora estão 74,4 por cento. Inversamente, baixou significativamente a percentagem de inquiridos que responde “não estou a pensar ir votar”. Este grupo de respostas está nos 7,7 por cento, quando a 25 de Setembro era de 10,6 por cento.A percentagem de respostas que diz “em princípio não tenho intenção de ir votar, mas é possível que venha a decidir votar” sobe ligeiramente, de 3,3 para 3,5 por cento. Tendência para descer tem também a resposta que afirma “tanto posso decidir votar como posso decidir não votar”, que se queda agora em 6 por cento, quando era de 6,4 por cento.A subir está também a percentagem de inquiridos que afirmava que “em princípio tenho intenção de ir votar, mas é possível que venha a decidir não votar”. No dia 25 de Setembro apenas 7,8 por cento das pessoas se identificava com esta posição e agora esta percentagem sobe para 8,5 por cento.

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