terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Banir a palavra medo


De um momento para outro, toda a Madeira ganhou novas cores, novos protagonistas, novas políticas, novas atitudes e novas formar do exercício de responsabilidades públicas. Foi a vontade dos cidadãos que no passado dia 29 de Setembro coloriu a Madeira de forma politicamente multifacetada. A Madeira deixou de ter uma única cor. Do Funchal ao Porto Moniz seguindo pelo leste da Madeira, dando um salto ao Porto Santo e, penetrando pelo norte, a Mudança fez o seu caminho. A Mudança nasceu já era noite. Com o encerramento das urnas, com os votos contados. Os jornalistas levaram a boa-nova junto daqueles que haviam feito a Mudança, os cidadãos.
Numa terra que ou longo dos anos foi criada numa cultura de violência política, de separação entre poder e oposições, na lógica do “cheiro a pólvora”, criou um clima de intolerância política que urge por cobro. Este “clima” cultural, criado artificialmente teve como objetivo claro afastar os cidadãos da participação política, a manutenção do poder a todo o custo e a qualquer preço, lançando um clima de medo. A lógica do preto e branco e do “estas do meu lado, senão estás contra mim”, terá de desaparecer. A radicalização política afunila a democracia e não resolve nenhum problema.
Há muito caminho pela frente. A cultura instituída da intolerância não desaparece num ápice. A marca do medo e da intolerância política, continua gravada no coletivo inconsciente de muitos. É necessário um trabalho de diálogo com a Sociedade e com os partidos, porque só assim vamos ter uma sociedade adulta, desempoeirada e sem complexos no engrandecimento da participação cívica e dando outra dimensão à democracia. Há muitas estradas para percorrer até que desapareça da nossa consciência coletiva a palavra medo.
“Assim são os tiranos: quanto mais eles roubam, saqueiam, exigem, quanto mais arruínam e destroem, quanto mais se lhes der e mais serviços se lhes prestarem, mais eles se fortalecem e se robustecem até aniquilarem e destruírem tudo. Se nada se lhes der, se não se lhe obedecer, eles, sem ser preciso luta ou combate, acabarão por ficar nus, pobres e sem nada; da mesma forma que a raiz, sem humidade e alimento, se torna ramo seco e morto”. La Boétie, Discurso sobre a servidão voluntária.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A queda do mito da invencibilidade política do PSD-Madeira



 [Deixo esta de borla para o PSD-Madeira perceber porque tudo mudou]

Há momentos singulares na vida de um povo que levam a uma alteração radical de tudo. No caso da Madeira o momen...to da queda do PSD não foi no dia das eleições Autárquicas a 29 de Setembro de 2013. A queda do PSD deu-se muito tempo antes. O ”momento singular” foi a 27 de Janeiro de 2012, com a assinatura do Plano de Ajustamento para a Madeira.
Eu explico, durante 36 anos os Madeirenses acreditaram que os erros da Governação do PSD da Madeira nunca seriam pagos por nós. Tínhamos razões fundadas para que pensássemos dessa forma. O pagamento da dívida da Madeira por parte do Governo PS de António Guterres criou essa imagem na cultura Madeirense e até na própria cabeça de Alberto João Jardim. A lógica de que “ele defende a Madeira” e ameaça Lisboa e eles mandam dinheiro, caiu por terra. Foi a perceção por parte dos Madeirenses de que “Lisboa já não cede às ameaças, que somos nós que vamos pagar os erros do PSD-M e que a dívida vai cair em cima de todos nós, que leva à queda do PSD-Madeira. O “momento singular” da mudança foi a perceção por parte de todos nós que daqui em diante seremos responsáveis pelos nossos atos e sofreremos as consequências.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

GOVERNAÇÃO DO PSD-MADEIRA AINDA CONSEGUE SER PIOR QUE PSD/CDS-PP


 É este o resultado da tripla austeridade a que estamos submetidos na Madeira e no Porto Santo por via do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro(PAEF) proposto e assinado... pelo Governo do PSD-Madeira e o Governo do PSD/CDS-PP de Lisboa. Se hoje é assim, quando começarmos a ter de pagar as dívidas a 27 de Janeiro de 2016 como será?

Victor Freitas
www.dnoticias.pt
Salários na Madeira baixam 8,4% contra 3,1% no País

O custo da mão-de-obra dos trabalhadores madeirenses, sobretudo dos salários, baixou no 3.º trimestre de 2013 pela terceira vez consecutiva, o que é um facto quase inédito e em que só se encontra situação semelhante entre o 4.º trimestre de 2004 e o 3.º trimestre de 2005. O facto mais revelador dos dados publicados na última semana pela Direcção Regional de Estatística é que os salários na Madeira baixaram 8,4%, mais de 150 pontos percentuais do que a média nacional (3,1%).
“No 3.º trimestre de 2013, o Índice de Custo do Trabalho (ICT) diminuiu 7,3% face ao trimestre homólogo de 2012”, salienta a DREM. No último trimestre, o ICT “corrigido dos dias úteis” registou esse decréscimo, mas no trimestre anterior, “esta variação tinha registado uma diminuição 3,0%”. E no 1.º trimestre já tinha diminuído 3,1% em relação ao 4.º trimestre de 2012. Isto significa que são menos 16,4% o custo dos trabalhadores junto das entidades a quem prestam serviço.
“Relativamente às duas principais componentes dos custos do trabalho (ICT), faz-se notar que os custos salariais (por hora efectivamente trabalhada) diminuíram 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, e que os outros custos (não salariais, nomeadamente contribuições dos empregadores para a Segurança Social, por hora efectivamente trabalhada) registaram um decréscimo homologo de 2,7%”, salienta a entidade estatística.
Ou seja, o maior contributo deste corte nas despesas com o trabalho vai para os salários que chegam aos bolsos dos trabalhadores, uma vez que o Estado perdeu, mas muito por culpa do desemprego. É de frisar que há cinco trimestres consecutivos que este indicador (referente sobretudo aos descontos dos trabalhadores) cai, com destaque para o 3.º trimestre de 2012, com quebra de 19,4%.
No entanto, a maior quebra trimestral reportada desde o 1.º trimestre de 2001 vai para os -11,2% do trimestre homólogo. Estes valores excluem a Administração Pública, o que significa que têm impacto no bolso da maioria dos trabalhadores madeirenses.
Em termos nacionais, como referido, a quebra no custo dos salários foi de 3,1%, embora o ICT tenha apenas baixado 1,9%, muito por culpa dos outros custos que cresceram 3,1.
Uma nota em relação ao ganho médio mensal por trabalhador que, segundo o Gabinete de Estratégia e Estudos (ver destaque), aumentou consecutivamente na Madeira desde 2006 até ao último registo em 2009. Dos 933 euros em 2006 para 962 euros (+3,1%) no ano seguinte, para 994 euros (+3,4%) em 2008 e para os mais recentes ganhos conhecidos, 1.014 euros (+1,9%). Na altura, 76,1% trabalhavam por conta de outrem no sector terciário e 23,3% no secundário. No sector mais representativo, os homens ganham em média 1.133,9 euros e as mulheres 874,1 euros.

Inquérito até 20 de Dezembro

O Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia lançou desde o dia 13 de Novembro um “Inquérito aos Ganhos e à Duração do Trabalho”, referentes a Outubro de 2013. Este processo de recolha de informações, que requer o acesso a uma aplicação para resposta por via electrónica estará disponível até 20 de Dezembro.
“Este inquérito tem como objectivo prioritário obter informação sobre os níveis médios mensais e horários de remunerações de base e ganhos, praticados nas diferentes actividades económicas e níveis profissionais, bem como o número de trabalhadores a receberem o salário mínimo”, salienta o GEE. “Para as empresas com sede na Região Autónoma da Madeira, o Inquérito é um projecto conjunto da Direcção Regional do Trabalho com o GEE, pelo que, em caso de dúvida, deverá ser contactada essa Direcção Regional”, acrescenta.
Iniciado em Abril de 1989, desde 2010 e semestralmente, tendo por base Abril e Outubro, o inquérito pode ser respondido através do link www.gee.min-economia.pt.
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ALIANÇA DO PSD/CDS-PP E CDU IMPÕEM À CMF REDUÇÃO DO IRS A QUE A CÂMARA TEM DIREITO

 
O que se passou na CMF pode levar à rutura financeira da Autarquia se todos os Partidos não tiverem responsabilidade. Na CM Funchal ninguém tem maioria absoluta. Sei que tem havido diálogo por parte do elenco Camarário com os restantes partidos. Sei que existiu diálogo para que o CDS-PP ou a CDU fizessem parte do executivo com pelouros, mas o CDS-PP e a CDU não quiseram unir-se à Mudança.
A questão que se coloca é só esta: ou há juízo por parte dos partidos da oposição(PSD/CDS-PP E CDU) ou vão fazer na CMF o que fez o PSD-Madeira no Governo Regional, que foi levar a Madeira a uma situação de Falência e pedido de ajuda a Lisboa.
Cada partido apresentou as suas propostas ao eleitorado, se cada um fizer propostas como esta vamos ter UM ORÇAMENTO PARA QUATRO PROGRAMAS DE GOVERNO. É incomportável financeiramente. Não será agora de estranhar que o que se passou no FUNCHAL venha agora a acontecer também em SANTANA e PORTO SANTO.
No caso de Santana depende do PS para existir maioria na Assembleia Municipal e se o PS fizer o mesmo que o CDS-PP no Funchal, apresentar propostas no valor de 1 milhão de euros, não irá criar situações de insustentabilidade financeira? E se no Porto Santo o CDS-PP/PSD tiver a atitude que teve no FUNCHAL como fica as finanças que já estão depauperadas do Município do Porto Santo? Deixo este texto para reflecção...
 
 

 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PS reforça urgência de alterar PAEF

O PS iniciou, hoje, um conjunto de encontro com várias entidades, para preparar a sua participação no Orçamento da Região para 2014. A primeira entidade com quem o presidente e líder parlamentar do PS se reuniram foi a ACIF.

No final do encontro, Victor Freitas voltou a defender a necessidade urgente de rever o PAEF, proposta apresentada pelos socialistas, em sede de Orçamento do Estado, para a qual o presidente do PS espera a adesão do PSD e do CDS.

Victor Freitas lembra que, se nada for feito, a partir de 2015, a Região terá um serviço da dívida superior a 500 milhões de euros por ano. Um valor incomportável para os cofres públicos.

Urge mudar o PAEF, de forma a que a Madeira continua a poder financiar-se após ao ano referido.

Além dos constrangimentos impostos pelo PAEF, o PS lembra os efeitos nefastos do Orçamento do Estado na economia regional, que retira capacidade de compra aos funcionários públicos, e a Lei de Finanças das Regiões, cuja alteração retira 50 milhões ano à Madeira, com o “silêncio” do Governo madeirense.

http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/416980-ps-reforca-urgencia-de-alterar-paef
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OS ILUMINADOS



 Diria que esta gente tem medo do escuro. Foram acendendo as luzes da dívida, a torto e a direito, como se não houvesse amanhã. Como se as dívidas não fossem para pagar, ou então, foi a lógica da terra queimada de endividar e ...quem vier a seguir que pague as contas. Só que nesta brincadeira deixam a Madeira toda às “escuras”.
Pelos nossos cálculos e uma vez que este ano o serviço da dívida da Madeira já atinge os 340 milhões de euros, a partir de 2016 esse valor sobe para mais de 500 milhões de euros ano, o que corresponde a mais de 70% das nossas receitas próprias. Levaram a Madeira a uma situação de autêntico desastre financeiro. Nós fomos chamando a atenção para a dívida nos últimos 10 anos, ninguém se importou, ninguém quis saber. Agora, há para ai uns iluminados armados em sucessores que fazem-se de esquecidos, mas para o bem ou para o mal eles estão ligados à situação de calamidade financeira que colocaram a Madeira.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ATENÇÃO!


 

OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS PELA SITUAÇÃO DA MADEIRA AINDA NÃO SE SUBMETERAM A ELEIÇÕES!

 

Desculpem-me determinados analistas, comentadores e até alguma comunicação social porque parece que se ESQUECERAM que os verdadeiros CULPADOS pela situação que hoje se vive na Madeira ainda não foram a eleições. Desculpem também os candidatos do PSD que perderam as 7 Câmaras Municipais (Bruno Pereira, Valter Correia, Nuno Batista, Rui Moisés, António Olim, Jorge Romeira), mas V. Excelências não personificam os verdadeiros CULPADOS pela situação aflitiva dos Madeirenses e Porto-Santenses. Se já perderam 7 Câmaras Municipais em que os principais CULPADOS pela situação grave da Madeira não foram a jogo, quando aquelas caras estiverem metaforicamente no boletim de voto, vai ser o bom e o bonito!

O ajuste de contas entre os cidadãos e os responsáveis pela situação da Madeira será feito nas próximas eleições regionais.

Quem são os responsáveis pela atual situação da Madeira? A resposta é óbvia, são as cúpulas do PSD-Madeira. Escapa algum candidato a sucessão de Alberto João Jardim? Nenhum! Todos estiveram lá, mesmo que agora façam de conta que não eram Vice-presidentes ou Comissários de Alberto João Jardim.

Iniciaram um processo de culpabilização de Alberto João Jardim, é sem dúvida o principal responsável, para eles próprios fugirem às responsabilidades.

Em 2015 todos seremos chamados a julgar o passado e os projetos futuros para a Madeira!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

DESEJO AO PSD-MADEIRA MUITAS VITÓRIAS COMO ESTA!

PSD torna a dizer que é a força política com mais autarquias na Madeira

Em comunicado, Secretariado social-democrata critica os que se auto-intitularam vencedores


O PSD-Madeira emitiu hoje um comunicado, intitulado ‘Lá voltamos ao mesmo...’, via Secretariado Regional do partido, em que ataca o PS-Madeira, acusando-o de continuar na "distorção da verdade", o que indicia já, segundo os sociais-democratas, "maus prenúncios para algumas responsabilidades que tem de assumir".
"Apesar de a população ter identificado erradamente o PSD-Madeira com as políticas, por este contestadas, da coligação Passos Coelho/CDS, e embora perdendo sete Câmaras devido à concentração do ‘voto útil’ numa só força oposicionista em cada localidade, os autonomistas sociais-democratas são o partido mais votado na Região e titulam importantemente sessenta por cento das freguesias”, pode ler-se no comunicado.
Na RAM, “o PSD é o partido mais votado, ao nível das percentagens dos resultados nacionais do Partido Socialista, resultados estes com que os socialistas se proclamaram vencedores à escala do País”.
O PSD-Madeira, tal como tem o feito nos últimos dias, sobretudo através do líder Alberto João Jardim, torna a afirmar: “Mas nem por isso e apesar de ser a força política com mais Câmaras, o PSD-Madeira cai no ridículo de se auto-intitular ‘vencedor’, como é habitual no PS e CDS”, referindo-se também implicitamente às declarações proferidas neste fim-de-semana pelo líder socialista, Victor Freitas.
“Chama-se a atenção para as habituais manipulações dos socialistas locais, que vão ao atrevimento de chamar seus, a totalidade dos votos de outros movimentos ou coligações, que de forma alguma lhe pertence”, termina o comunicado.

Victor Freitas diz que o PS foi o grande vencedor das autárquicas


Comissão Política Regional dos socialistas reuniu esta noite no Funchal para analisar os resultados eleitorais

 O líder dos socialistas madeirenses considera que “o grande vencedor” da noite eleitoral na Madeira foi o PS. Para tal, Victor Freitas argumenta com as vitórias alcançadas nas câmaras municipais de Machico, Porto Moniz e Porto Santo, e também com o facto de o partido “liderar” a coligação no Funchal e ter apoiado “desde a primeira hora” os movimentos de independentes que venceram em Santa Cruz e São Vicente.
“O Partido Socialista é, assim, a principal força autárquica da Região Autónoma da Madeira”, vincou o dirigente em jeito de balanço da reunião de Comissão Política Regional, que debate esta noite os resultados eleitorais.
Victor Freitas considerou, ainda, que este resultado não foi fruto "de uma mudança do delfinato do PSD", mas sim "contra o PSD e contra esse 'delfinato' do PSD".

A MUDANÇA ACONTECEU!!


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ESTE É O MOMENTO!


Só há dois caminhos: Caminho da CONTINUIDADE com o PSD ou o Caminho da MUDANÇA.
Todos tivemos conhecimento dos indicadores de opinião (vulgo sondagens) em que coloca Paulo Cafôfo e a Mudança à beira de ganhar o Funchal.  Nunca, nos últimas décadas de democracia, estivemos a uma distância tão pequena de ganhar o Funchal. A diferença há 10 dias atrás era de 3,8% para o PSD. Uma diferença mínima e domingo vamos fazer história. Por maior que seja a simpatia que muitos eleitores têm pelo CDS-PP ou pela CDU, o lado certo da história é a MUDANÇA e PAULO CAFÔFO. Só a concentração de votos na Coligação MUDANÇA leva à derrota do PSD. Este é o momento de concentrar todos os votos em Paulo Cafôfo e na MUDANÇA. Este é o momento de fazer história, todos nós dia 29 vamos fazer parte da Mudança. ESTE É O MOMENTO!

 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

PAULO CAFÔFO A UM PASSO DE GANHAR O FUNCHAL



 In Diário de Notícias
Coligação 'Mudança' diz que tem margem para ganhar a Câmara do Funchal
O cabeça-de-lista da coligação 'Mudança' diz que não ficou surpreendido com a sondagem publicada hoje ...no DIÁRIO que o deixam a seis pontos percentuais do candidato Bruno Pereira como também, afirmou Paulo Cafôfo, não ficaria surpreendido se, no próximo dia 29, a coligação ganhasse as eleições autárquicas no Funchal.

“Temos todas as hipóteses de ganhara as eleições e, à distância de 29 de Setembro, a coligação é a única que tem subido nas sondagens, temos ainda muita margem de progressão, temos uma adesão muito forte por parte das pessoas no contacto diário, no porta a porta, olhos nos olhos, e o único caminho da mudança é este”, declarou o candidato independente que encabeça a lista apoiada por PS, BE, PND, MPT, PTP, PTP e PAN.

Paulo Cafôfo diz que está nas mãos dos funchalenses decidir o futuro do Município entre duas opções. “Temos de um lado, a candidatura do PSD e do candidato de Jardim, Bruno Pereira, e temos a nossa candidatura”, bipolarizou o confronto político.

“Nós somos uma candidatura diferente que quer fazer a diferença não só nas propostas que apresenta como também na ambição de ganhar a Câmara Municipal do Funchal e as últimas sondagens que temos provam que só existe uma hipótese de mudança: a nossa coligação”, afirmou, determinado.

“Estamos em condições de ganhar a Câmara, vamos ganhar a Câmara, para provocar a transformação que se quer para a cidade e que seja catalisadora na verdade para toda a Região”, reagiu Paulo Cafôfo, convicto de que a coligação que encabeça é a “única alternativa” de mudança.

“A única alternativa somos nós, estamos à beira de fazer um resultado histórico e de virar uma página naquilo que é a política e o poder na Madeira, começando pela capital madeirense”, declarou. O caminho da mudança, finalizou, está nas mãos das pessoas.
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

“mãe, mãe venha ver é o Cafôfo"



 Acompanhei o Candidato da Mudança no Funchal, Paulo Cafôfo, nos contactos porta-a-porta e a alegria das pessoas revelou-se nas suas faces. A forma como o Paulo foi recebido, a simpatia, os sorrisos, os gesto...s e olhares cúmplices, a naturalidade e o afeto sincero, estiveram sempre presentes. Uma crianças chama a mãe “mãe, mãe venha ver é o Cafôfo”, um pai pede um autógrafo no manifesto para levar à filha, um senhor diz ao candidato “ando à espera da Mudança há mais de 30 anos, ainda bem que os partidos se entenderam, o senhor vai ser o Presidente da Câmara”, umas portas abaixo, uma senhora de meia-idade, diz “eu voto no Porto da Cruz mas a minha filha e o meu genro vão votar em si”. O dia foi repleto de alegrias e emoções. A onda da Mudança cresce, a olhos vistos.
Hoje foi mais um dia feliz.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

PAULO CAFÔFO PRESIDENTE



PAULO CAFÔFO PRESIDENTE

Estive hoje, mais uma vez, com Paulo Cafôfo em pré-campanha em Santo António. O sentimento, a simpatia por parte das pessoas em torno do candidato e da candidatura ultrapassa em muito as minhas experiências em campanhas eleitorais do passado. Nunca vivi um fenómeno assim. Cada dia que passa a vontade de Mudança cresce a olhos vistos. Hoje posso afirmar com uma certeza férrea - Paulo Cafôfo é o próximo Presidente da Câmara Municipal do Funchal.

PAULO CAFÔFO PRESIDENTE

 
"Acreditamos que a explosão da candidatura de Cafôfo - mais hora menos hora, é questão de lhe darem antena - há-de gerar o furacão eleitoral com que sonharam duas ou três gerações de oposicionistas ao regime."
Luís Calisto

http://fenixdoatlantico.blogspot.pt/2013/08/politica-das-angustias-sabado_31.html

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

MEDO MUDOU DE LADO!


Já participo civicamente na política desde 1993, ou seja, já passaram 20 anos desde a primeira vez que participei numa campanha eleitoral. Eram outros tempos, na altura havia medo e perseguições. Aliás, nesse ano, em Santana 4 comerciantes que entraram nas listas do PS levaram logo com uma inspeção, muito criteriosa, por parte das atividades económicas a mando dos senhores do PSD-Madeira. Outros foram abordados pelos seus patrões para que saíssem das listas. Eram outros tempos, agora o medo mudou de lado! O PSD cá do burgo é que tem medo, por um lado andam com medo das eleições e, por outro, das investidas que faz a máquina do Presidente do Governo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A Tânia Silva é a nossa candidata à Junta de Freguesia dos Canhas, Concelho da Ponta do Sol

 
 
Continuar numa política ativa e eficaz. Virar a página!

A candidata do PS nasceu em julho de 1975, em Caracas – Venezuela. Prestes a fazer 38 anos, Tânia Silva confirma agora a sua maior disponibilidade para a vida política ativa, numa aproximação que vem acontecendo ao longo dos últimos anos desde que aceitou candidatar-se à Câmara Municipal da Ponta do Sol pelo PS em 2009 como vereadora, cargo que tem executado em regime de substituição. Nesta estrutura tem apresentado várias propostas, como foi o caso da redução do IMI, tendo sempre em vista o melhor para o Concelho e para os munícipes.


 Profissionalmente, Tânia Silva é professora na escola B+S da Ponta do Sol. Licenciada em Biologia (ensino de) pela Universidade da Madeira, tem sido docente em várias escolas da Madeira, onde exerceu também diversos cargos de coordenação (da disciplina de Ciências Naturais, do departamento das Ciências Exatas, gabinete de apoio ao aluno, currículos alternativos) e membro do Conselho Pedagógico e da sessão de avaliação do desempenho do pessoal docente.

Na freguesia dos Canhas sempre colaborou com associações nomeadamente o Centro Cultural e Desportivo dos Canhas que exerceu o cargo de relações públicas desta associação.

Como linhas mestras do projeto pretende fazer do turismo o principal alicerce do desenvolvimento económico. Para tal tenciona recorrer à valorização do património histórico/religioso existente na freguesia, assim como a valorização da paisagem humanizada, marcada essencialmente pela prática da agricultura, uma das principais atividades da freguesia. A atenção estará também focalizada na parte social uma vez que é a base da saúde física, social e emocional. A dinamização de espaços e atividades que promovam o exercício físico, o convívio social e consequentemente o bem-estar psicológico serão estratégias a privilegiar. A prestação de pequenos serviços úteis à população nas diferentes áreas será também disponibilizada, sobretudo à população mais idosa.

Todas as medidas adotadas serão com o objetivo de aumentar o poder económico e o bem-estar dos munícipes.

Emanuel Jardim Fernandes na lista de Emanuel Câmara

O eurodeputado Emanuel Jardim Fernandes está de volta à política activa e pela mão de Emanuel Câmara, candidato às Eleições Autárquicas de 29 de Setembro à Câmara Municipal do Porto Moniz.
O vereador convidou um dos rostos ‘históricos’ do PS-M para número um da lista à Assembleia Municipal do Porto Moniz, que acabaria por aceitar. Uma novidade e ao mesmo tempo uma surpresa face ao afastamento que o eurodeputado e antigo líder do PS-, vinha patenteando no passado recente, apenas surgindo pontualmente nalgumas acções partidárias.
Emanuel Jardim Fernandes enquanto parlamentar em Estrasburgo foi membro de várias comissões sucede ao seu irmão Nuno Jardim Fernandes que passa a ser o mandatário da candidatura de Emanuel Câmara.
O actual vereador garante assim um apoio importante depois de ter apresentado praticamente todos os nomes à autarquia local, faltando apenas indicar para quinto e último lugar da lista de eleitos efectivos à Câmara Municipal. Sabe o DIÁRIO que o arquitecto Miguel Lima é o elemento escolhido para fechar o rol de candidatos ao órgão autárquico.

Debate para apurar estado das empresas do Governo

Grupo Parlamentar do PS OBRIGA GOVERNO A JUSTICAR CASOS DE MÁ GESTÃO
O grupo parlamentar do Partido Socialista vai suscitar um debate na Assembleia Legislativa da Madeira sobre a situação ...do sector empresarial público, pois está preocupado com os vários casos de “irresponsabilidade, má gestão e opacidade”. Esta discussão, que deverá ocorrer nos próximos dias, tem carácter obrigatório e deverá contar com a presença de um ou mais membros do Governo Regional para responder às questões que serão colocadas pelos deputados.

  O líder parlamentar do PS, Carlos Pereira, que assina o requerimento do debate, está preocupado com aquilo que vê no sector das empresas públicas da Madeira, o qual o Governo Regional “tem tratado como se fosse uma coutada privada, quase do domínio partidário”. A este respeito, recorda as recusas do executivo de Alberto João Jardim em fornecer informação relevante e em responder aos pedidos de esclarecimento das oposições sobre o estado destas empresas públicas. Aliás, Carlos Pereira lembra que os deputados não foram informados das conclusões de um relatório que, no âmbito do Programa de Ajustamento, o Governo Regional se comprometeu a elaborar sobre as medidas necessárias para garantir a sustentabilidade das empresas públicas.

As 3 questões que o PS quer ver esclarecidas
JORNAL DA MADEIRA
Segundo o relatório da conta de 2012, esta empresa tem uma dívida bancária de 6 milhões de euros, capital próprio negativo superior a 45 milhões de euros e mais de 3 milhões de euros de prejuízo. “Estes três indicadores demonstram o que é um irresponsável desperdício de dinheiros públicos e impõem uma urgente explicação por parte do Governo Regional sobre quanto mais tempo pensa em manter este insustentável estado e que perspectivas existem para o futuro do Jornal da Madeira”, observa o PS.

SWAPS
Estão em causa 27 contratos tóxicos, com “enormes prejuízos irreparáveis (cerca de 170 milhões de euros)”, celebrados pelo Governo Regional, sociedades de desenvolvimento, Administração de Portos, Empresa de Electricidade, Aeroportos da Madeira, entre outras. “Chegou-se ao cúmulo dos Swaps das parcerias público-privadas rodoviárias assinadas pelas concessionárias privadas em que o risco foi assumido pela Região, através do Governo Regional”, aponta o grupo parlamentar socialista.

SOCIEDADES DE DESENVOLVIMENTO
Pelas contas do PS, as sociedades de desenvolvimento acumulam uma dívida de 700 milhões de euros e parte do empréstimo que a Região obteve com o pedido de resgate foi para emprestar a estas empresas que não terão cumprido os seus objectivos iniciais (alavancar o desenvolvimento local e criar emprego). Por isso, é contestada a intenção de continuar a injectar dinheiro num projecto “falhado” e “burlesco” como a Marina do Lugar de Baixo, onde foram gastos mais de 100 milhões de euros.
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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Paulo Bruno Ferreira avança pela ‘Mudança’ em São Gonçalo



 Nascido em 1973, licenciado em Turismo pelo Instituto Superior das Ciências Educativas (ISCE) Odivelas e com frequência no curso de Engenharia Civil da Universidade da Madeira (UMa...), Paulo Bruno Ferreira é o candidato da Coligação ‘Mudança’ à Junta de Freguesia de São Gonçalo, no Funchal, no contexto das eleições Autárquicas de 29 de Setembro.
É candidato na freguesia que o viu nascer, São Gonçalo: “Existem momentos na vida em que não podemos, nem devemos dizer que não, ao apelo da participação activa na vida pública”, diz Paulo Bruno Ferreira, actualmente membro do Secretariado do PS-M tendo a seu cargo o Departamento de Estruturas de Base e é vogal da direcção do Laboratório de Ideias da Madeira.
“Quero com a minha equipa dinamizar a freguesia, que foi esquecida e que nem mesmo com todos os devaneios financeiros ficou dotada de equipamentos para a população”, diz o candidato que vai ser apresentado hoje, pelas 19 horas, no Largo Padre Pita Ferreira, em São Gonçalo. j.f.p.
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Professor para ‘mudar’ freguesia de São Pedro



 António Gomes, um professor de Matemática com vários anos de experiência na coordenação de programas de empreendedorismo na Direcção Regional de Educação, é a aposta da coligação ‘Mudança’ par...a a Junta de Freguesia de São Pedro, no Funchal.
O candidato, que será apresentado pelo cabeça-de-lista à Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, é um independente que assume que nunca teve ambições políticas.
“Agora, olhando à situação económica do País e da Região”, decidiu aceitar o desafio de integrar uma candidatura que é apoiada por uma coligação de seis partidos: PS, PTP, BE, PND, PAN e MPT.
Recuperar a freguesia de São Pedro é o principal objectivo deste professor que tem no seu currículo várias pós-graduações em multimédia e ferramentas de internet.
“As pessoas está indignadas, não só pelas dificuldades sentidas mas, também, porque vêem uma má gestão dos dinheiros públicos”, justifica.
António Gomes, que acredita ser possível vencer a Junta de Freguesia de São Pedro, não tem dúvidas de que os munícipes pedem “novas soluções” e acredita que, na Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo é “capaz de fazer mais e melhor pelo concelho” e promover a “mudança” necessária para a capital madeirense.
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" UM ACTO DE COBARDIA E UM EXEMPLO DE INDIGNIDADE DO MEU CDS-PP"

ACTO DE "CORAGEM E UM EXEMPLO DE DIGNIDADE" A SAIDA DO CDS-PP DO GOVERNO DA COLIGAÇÃO. José Manuel Rodrigues

Quem o afirmou, ontem, foi José Manuel Rodrigues. Hoje, perante o anunciado recuo, José Manuel Rodrigues irá afirmar taxativamen...te " UM ACTO DE COBARDIA E UM EXEMPLO DE INDIGNIDADE DO MEU CDS-PP" e irá anunciar a retirada do Deputado do CDS-PP Madeira da Assembleia da República.
http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/394494-cds-da-madeira-aplaude-coragem-de-portas-ao-deixar-governo
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Filipa Jardim Fernandes é escolha de Cafôfo para ‘vice’

 


Coligação ‘Mudança’ aposta em formada em Economia para ‘vice’ da CMF
Filipa Jardim Fernandes é a escolha de Paulo Cafôfo, cabeça-de-lista da coligação ‘Mudança’, apoiada pelo PS, BE, ...PND, MPT, PTP e PAN, às eleições Autárquicas de 29 de Setembro, para número dois da Câmara Municipal do Funchal, ou seja para vice-presidente, ficando com os pelouros das Finanças e Turismo.
Aos 46 anos, Filipa Jardim Fernandes, formada em Economia na Universidade Católica P - Lisboa e directora de operações de todas as empresas do Grupo Dorisol (Dorisol, Florasol, Enasol, Levisol e Dorilimpa), aceitou o convite de Cafôfo por cinco razões: independência, mudança, proximidade, vontade e coerência. E passa a explicar.
“É uma equipa que é apoiada por seis partidos e que assume um carácter independente. A maior parte dos elementos que a integram nunca tiveram filiações partidárias e sempre defenderam um pensamento livre, não amarrado a clichés ou pressões de qualquer espécie. Esta equipa é já um esforço, por parte dos 6 partidos que a apoiam, de abertura à renovação e à colaboração de independentes, com experiência em vários sectores da sociedade, que vão desde a actividade empresarial ao ensino”, começa por dizer Filipa Jardim Fernandes, que já foi presidente da Mesa de Hotelaria da ACIF, entre 2003 e 2006.
“Vivemos tempos difíceis, em que há necessidade de elevar o debate político para o confronto de ideias, que nos permitam encontrar as soluções mais acertadas que devolvam esperança e confiança às pessoas”, explica, a propósito de mudança “Tenho noção que não podemos mudar tudo e que estamos muito limitados por políticas nacionais e europeias, infelizmente, muitas delas erradas, mas se conseguirmos contribuir para a melhoria de vida das pessoas na nossa cidade, já todos estaremos a contribuir com um pequeno passo para essa mudança que é por demais urgente. A política não pode nem deve ser vista como um palco para rivalizar egos e vaidades, mas, sim, como um espaço onde todos trabalham para encontrar melhores soluções visando uma sociedade mais justa e equilibrada. Foi por esta razão que aceitei este desafio, porque espero contribuir com a minha experiência para este projecto de mudança”, adianta.

 Depois coloca o acento tónico na proximidade: “O poder autárquico permite uma proximidade com os seus eleitores. Sempre me interessei e acompanhei, como cidadã, a evolução da vida económica e política na Europa, no nosso país e na nossa Região e sempre achei que a razão dos cidadãos se sentirem cada vez mais afastados da vida política, que tanta influência tem nas nossas vidas, deve-se a um crescente fosso entre a agenda política dos governos, regionais, nacionais e europeus, e as verdadeiras preocupações das pessoas no seu dia-a-dia. Parece-me que a mudança pode começar ao nível do poder local, onde é possível haver uma maior proximidade entre o poder autárquico e os seus munícipes. Com este projecto e com a equipa escolhida, sei que nas decisões mais importantes, as necessidades e vontade da maioria dos funchalenses será sempre tida em conta”, refere Filipa Jardim Fernandes, que foi membro da direcção da Associação de Promoção da Madeira, entre 2004 e 2008.
Depois diz sentir que a equipa, liderada por Paulo Cafôfo “é composta por pessoas de ideias pertinentes, assertivas e adequadas, sobre importantes temas para a cidade, como a dinamização da economia local, a responsabilidade social e ambiental, a revitalização urbana, a dinamização cultura e de indústrias criativas, tendo sempre, como suporte e âncora, a histórica vocação turística do Funchal”. “Sinto também que há entre todos os que participam neste projecto, uma genuína vontade de colocarem a sua experiência e conhecimentos ao serviço da comunidade. O Mundo mudou muito nos últimos tempos e é imperativo mudar a forma como abordamos e exercemos cargos públicos”, acrescentou.
Finalmente, fala de coerência: “Acho que é importante que os partidos, como qualquer outra instituição, se renovem e reinventem constantemente, abrindo-se a independentes, com diferentes experiências e percursos, com novas ideias e propostas. E, se defendo essa renovação, não seria coerente, se recusasse este convite”, termina Filipa Jardim Fernandes, que chegou a ser vice-presidente da ACIF e presidente do Sector do Turismo, de finais de 2006 até Dezembro de 2007.
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

EQUIPA DA MUDANÇA PARA O PORTO SANTO


“Um novo rumo para a nossa ilha”

Entrevista a Filipe Menezes (PS) ao Diário de Notícias
Não serei ‘marioneta’ de pessoas ou interesses económicos

Quais os pressupostos que fundamental a sua candidatura? Aceitei o desafio e o apelo que me ...fizeram porque, acima de tudo, o que nos move verdadeiramente é a defesa e luta intransigente para uma estratégia sustentável de desenvolvimento do Porto Santo.
Pretendemos abrir a Câmara Municipal aos Porto-santenses e a todos os madeirenses e residentes permanentes em Porto Santo.
Pretendemos envolvê-los em todas as decisões e na governação dos destinos da nossa Terra, neste contexto económico e social difícil em que sobrevivemos.
A mudança assenta na isenção, dedicação, transparência, honestidade, competência e vasta experiência profissional e camarária dos elementos que compõem a nossa equipa.

Como tenciona diferenciar-se das outras candidaturas no Porto Santo? O que distingue a nossa lista doutras é que não serei «marioneta» de pessoas ou interesses económicos, que só têm prejudicado o Porto Santo. Neste momento difícil das nossas vidas, não irei fugir a este desafio nem às responsabilidades, ora assumidas.
A Câmara Municipal do Porto Santo deverá ser líder no concelho, mas definir estratégias de colaboração e coordenação com o Governo Regional e todas as entidades públicas e privadas.
Por isso, e para isso, reuni e lidero uma equipa de pessoas experientes, que está fortemente empenhada em desenvolver e implementar um programa de Governo Local em prol dos Porto-santenses e de todos aqueles que residem permanentemente no Porto Santo, como é o caso de muitos madeirenses.
Estou em condições de assumir esta responsabilidade, tenho experiência acumulada ao longo dos anos para dar o meu melhor contributo à resolução dos problemas que hoje preocupam os Porto-santenses. Darei resposta a todos e tentarei responder em tempo oportuno aos reais problemas dos Porto-santenses, a minha porta estará sempre aberta às pessoas.
A nossa estratégia de desenvolvimento passa, também, pela rentabilização e dignificação dos nossos recursos naturais: o nosso mar, o nosso património, os recursos geológicos e gastronómicos do nosso concelho.

Tem algum ambição ou projecto especial para o Porto Santo, que possa comprometer-se a cumprir, desde já, caso vença as eleições? Como Presidente da CMPS, serei o Autarca e Advogado do Povo. Do nosso conhecimento profundo do Porto Santo, assim como das muitas auscultações às pessoas e instituições da nossa terra, resultará uma lista de propostas e projetos em que acreditamos, porque legitimadas pelo Povo. Sendo eleito, queremos que estes vejam a luz do dia, pois tal significará que aos Porto-santenses foi restituída uma esperança que há muito se perdeu.
Sei que posso fazer mais e melhor, em conjunto com a minha equipa, com a população, e com o apoio de muitos madeirenses, os quais têm residência no Porto Santo, de modo a elevar e engrandecer o nosso concelho. Este é outro dos meus combates, gostaria de deixar uma marca e, por isso, quero proporcionar aos mais jovens condições para aqui se poderem fixar, aqui poderem investir, aqui poderem ser felizes, aqui realizarem os seus sonhos. Acreditem que é possível, mas para isso temos que mudar, A MUDANÇA É A ÚNICA ESPERANÇA !

Os trabalhadores das extintas empresas municipais devem ser reintegrados? Esse é um caso que está a ser analisado e estudado pela nossa equipa, mas, tudo faremos para evitar despedimentos.
Na verdade, a Câmara Municipal do Porto Santo se ficasse sem esses trabalhadores perderia capacidade de resposta para levar a cabo os serviços públicos, vitais ao bem-estar da população.

Quais as outras prioridades do seu programa? Desde logo, há uma prioridade: a criação de emprego, sobretudo para os nossos jovens, que diariamente são obrigados a emigrar.
Há que criar as condições para que a nossa ilha se desenvolva e cative os investimentos certos, nas áreas certas e rentáveis à nossa economia.
Isso só será possível com a criação duma marca própria Porto Santo, que identifique e diferencie o nosso concelho e vá de encontro ao nosso legado cultural e patrimonial. Há que abrir “portas” de uma vez por todas ao mar, aos espaços verdes e à água. Temos de concentrar energias e fazer as melhores escolhas, as decisões que nos vão aproximar dos nossos objetivos e valores, e que constituem as prioridades do Município.
Não esqueçamos que a economia está no centro da vida das pessoas, e, por isso, estou convicto de que algumas das escolhas mais poderosas que poderemos fazer prendem-se com ações muito, muito pequenas que vão de encontro aos reais problemas que preocupam os Porto-santenses no seu dia-a-dia.
O desemprego é hoje na nossa terra uma autêntica tragédia e é uma das principais razões da minha candidatura, uma sociedade sem emprego é uma sociedade ameaçada, sem emprego as pessoas e as famílias perdem a esperança, perdem a vontade de lutar.

Análise ao mandato actual
•o que correu bem?

“Apesar das dificuldades conhecidas de todos, os munícipes têm demonstrado um forte empenho e espírito de sacrifício e de solidariedade social para com os seus próximos.”
•o que correu mal?

“Uma falta de estratégia coordenada e sustentável de desenvolvimento para o Porto Santo, a taxa do IMI mais alta do País, uma taxa que castiga todos os porto-santenses e todos aqueles que investiram no Porto Santo, a extinção das empresas municipais e as infraestruturas criadas mal rentabilizadas.”

Prioridades do Município
social
•“Desenvolver um plano social permanente e bem estruturado, de emergência social, para combater o desemprego e acudir as reais carências das famílias porto-santenses.”

economia
•“Estimular e incentivar a agricultura, pesca e o comércio local, e criar um mercado de frescos, pois são esses os motores da nossa economia.”

turismo
•“É crucial criar uma marca própria e tornar os transportes mais acessíveis e atrativos, para podermos vender o nosso destino, nacional e internacionalmente.”

desporto
•“É crucial tudo fazer para rentabilizar as nossas infraestruturas desportivas, e atrair campeonatos mundiais à nossa linda baía, atrair campeonatos de voleibol, futebol de praia, e outros, enfim, criar um plano de desporto.”

cultura
•“Valorizar e rentabilizar o património cultural, histórico e geológico, e apostar fortemente nos produtos locais, estabelecendo uma ponte com as associações culturais, recreativas e as escolas.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Joana Coelho, candidata à Junta de Freguesia da Sé

Joana Coelho, candidata à Junta de Freguesia da Sé, reforça o compromisso geracional assumido pela Coligação Mudança.

 A capela de Santa Catarina, monumento do século XV que perpetua a glória dos Descobrimentos, foi o palco escolhido pela
Coligação Mudança para acolher a apresentação de Joana Coelho como candidata à Junta de Freguesia da Sé. Advogada com 28 anos, Joana Coelho foi convidada por Paulo Cafôfo, candidato a Presidente da Câmara do Funchal, como prova maior de um compromisso geracional que visa combater as clivagens entre os jovens e a política. Orgulhoso pela adesão de Joana Coelho à causa da Mudança, coligação apoiada por PS, BE, PTP, PND, MPT e PAN, Paulo Cafôfo contesta a tese que imputa culpa exclusivas aos jovens no seu divórcio com a actividade política. Recordando momentos inalienáveis da História recente da Humanidade, Paulo Cafôfo invocou o potencial redentor de que a juventude é portadora. “Sempre que os jovens agiram, os rumos mudaram”, sintetizou, depois de vincar uma característica que está na génese desta empreitada: dar voz e atribuir responsabilidades aos jovens que aspiram à Mudança. Um ideal que Joana Coelho personifica. 

 A manhã luminosa sublinhou as brumas que pairam sobre a cidade do Funchal, uma urbe “ligada às máquinas” que lhe adulteram o rosto atlântico, oportunidade para exorcizar o espectro de uma coligação PSD/CDS na capital da Madeira, partidos responsáveis pela entronização da austeridade em Portugal. Sem esquecer o candidato de Alberto João Jardim à Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo não quer “alguém que já abandonou os funchalenses por causa de umas eleições internas do seu partido”, candidato cujo projecto político prevê a submissão ao Governo Regional. “Não queremos que a Câmara Municipal do Funchal seja uma sucursal da Quinta Vigia”, esclareceu.

 Joana Coelho, a jovem candidata da Mudança à Junta de Freguesia da Sé, assumiu que a sua idade lhe retira experiência, mas reforça-lhe o empenho. “Sei que sou jovem e que me falta experiência. No entanto, compensarei com a vontade de fazer mais e melhor” em prol dos cidadãos, garantia que se escora numa visão altruísta da actividade política. “É através da política que podemos construir o bem-estar”, desígnio para o qual “urge a Mudança”. “Este poder esgotou-se. Este poder esgotou-nos”, diagnosticou a candidata que ergue a esperança como antídoto contra o desemprego que aflige os jovens e a solidão que afecta os idosos, em particular na freguesia da Sé. Um ideário que se harmoniza com um aforismo de Aristóteles, citado por Paulo Cafôfo: “A política é a ciência que tem por objecto a felicidade humana”.

“O regime do PSD acaba em 2013”


 “Este regime do PSD, com mais de 30 anos, acaba neste ano de 2013”. A promessa é de Victor Freitas e foi feita no encerramento das jornadas parlamentares do PS-M que decorreram, entre ontem e hoje, no Hotel ...Vida Mar, no Funchal.

O líder socialista acredita que depois das eleições de Setembro haverá, na Região, “autarcas de várias cores partidárias” porque, assegura, “temos uma sociedade que rompeu com o PSD e com o medo”.

Victor Freitas citou o papa Francisco que diz que “envolver-se na política é um dever para um cristão que não pode lavar as mãos como Pilatos”, para apelar aos madeirenses para que apostem na mudança.

Nestas jornadas parlamentares do PS-M a revisão do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro da Região (PAEF) foi o tema central. No primeiro dia foi abordado o sector da saúde e hoje o debate incluiu a educação e as áreas económicas.

“Ano e meio depois da assinatura do PAEF”, Victor Freitas garante que este plano já produziu efeitos, destruindo a economia e criando uma taxa de desemprego superior a 20%. Rever o programa de ajustamento é essencial para o PS-M que não tem dúvidas de que o PSD e o CDS não o farão, porque têm um comportamento “bipolar”, na Madeira defendem uma coisa e na Assembleia da República outra, como aconteceu com a proposta de redução da taxa do IVA.

“Estas traições do PSD e do CDS” devem ter um sinal dos eleitores, em Setembro, com Victor Freitas a garantir que apenas o PS está em condições, na Madeira e na República, para alterar a grave situação em que os portugueses e os madeirenses se encontram.

Victor Freitas aproveitou a intervenção final nas jornadas parlamentares para acusar o Governo Regional do PSD-M de, ao contrário do que foi referido, não só ter vendido a participação na ANAM, como ter alienado a posição na empresa que permitia à Região definir o serviço público. “Nenhum governo da Madeira poderá, durante 50 anos, mandar nos aeroportos e não poderá impor regras de serviço público”, afirmou.
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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Célia Pessegueiro é candidata socialista à Câmara da Ponta do Sol


 A ex-líder da JS/Madeira Célia Pessegueiro é a candidata do Partido Socialista à Câmara Municipal da Ponta do Sol nas eleições autárquicas de setembro.

À agência Lusa, Célia Pessegueiro disse hoje que aceitou o desafio por essa "ter sido uma vontade manifestada por várias pessoas". 


 "Tinha condições para avançar e, de certa forma, ao olhar para o concelho já idealizava algumas coisas", disse a candidata, explicando: "Eu sempre imaginei -- não nesta posição de cabeça de lista -- as potencialidades desta terra, discreta, para poder ficar no mapa da região como um sítio de paragem e não apenas de passagem".

Célia Pessegueiro adiantou que a candidatura encara a falta de emprego como "uma preocupação" e adiantou que o objetivo é "apontar caminhos" para este problema.

Fomentar a criação do próprio emprego e investimentos que possam gerar postos de trabalho são exemplos que a candidata realçou, notando que "na área do turismo ainda há muito para explorar".

"Queremos apontar alguns caminhos para que seja possível que a economia funcione, o que se nota são estabelecimentos a fechar e espaços com grande dificuldade em abrir", referiu Célia Pessegueiro, que preconiza igualmente maior agilidade processual nos serviços municipais "para que as pessoas não se percam nos corredores das burocracias". 


 Célia Pessegueiro, de 33 anos, editora de profissão, foi membro da Assembleia Municipal da Ponta do Sol e deputada na Assembleia Legislativa da Madeira entre 2004/2007, quando já era presidente da Juventude Socialista regional, cargo que desempenhou entre 2002-2008.

Nas eleições autárquicas de 2009, o PSD obteve a maior votação na Região Autónoma da Madeira na Ponta do Sol, com 71,6% e elegeu quatro vereadores num concelho que sempre deu aos sociais-democratas a maioria. O PS, com 15,2%, de votação, conquistou um mandato.

Ao ato eleitoral de 29 de setembro, além de Célia Pessegueiro, concorre o atual presidente da autarquia, o social-democrata Rui Marques, e a sindicalista Maria Ganança pelo Bloco de Esquerda.
http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/392277-ex-lider-da-js-madeira-e-candidata-socialista-a-camara-da-ponta-do-sol
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terça-feira, 18 de junho de 2013

ALBERTO JOÃO JARDIM COMPROMETEU-SE EM REDUZIR O NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS



  [Com a assinatura do "Garrote" o PSD-Madeira assumiu que aplicava cá todas as medidas que o Governo de Coligação PSD/CDS-PP viesse a aplicar no continente. É ...triste que o homem a única coisa que garantiu foi manter a sua reforma e ordenado, o resto assinou por baixo.]
O gabinete das Finanças enviou uma nota para todos os ministérios, a pedir para fazerem a lista da redução de pessoal até final do mês de Julho, avança o Diário Económico.
http://economico.sapo.pt/noticias/ministerios-tem-de-fazer-listas-de-excedentarios-ate-final-de-julho_171460.html

INTIMIDAÇÃO DO TEMPO DA IDADE DA PEDRA JÁ NÃO DÁ RESULTADO


 Fátima Menezes ignora Roberto Silva

“Tenho dificuldade em ler sem óculos e neste momento não os tenho”
“O tempo, aqui, não está favorável. Peço aos porto-santenses que rezem ao Sã...o João [santo padroeiro do Porto Santo] para que o tempo melhore e que tenhamos umas festas com sol”. Foi desta forma evasiva e ao mesmo tempo irónica que Fátima Menezes, presidente da Câmara do Porto Santo, se pronunciou ao ultimato dado pela comissão política do PSD local à autarca na sequência de ter como secretária de apoio ao seu gabinete uma candidata às eleições autárquicas pelo Partido Socialista.
Antes de ter confrontado a edil, o DIÁRIO tivera a confirmação que a estrutura partidária social-democrata da ilha teria enviado uma carta, via correio electrónico, assinada justamente por Roberto Silva, presidente deste órgão, onde este solicitava à militante que se pronunciasse formalmente até às 24 horas do dia ontem sobre o facto de ter Ana Marisa Maia como candidata pelos socialistas.
Fátima Menezes não desarmou, continuando no mesmo tom sarcástico e ao que indica irá ignorar o aviso dado pelos companheiros de partido: “Tenho dificuldade em ler sem óculos e neste momento não os tenho”, atirava justamente a poucos minutos do expediente terminar.
Uma polémica que parece estar para durar e caso se mantenha o ‘braço de ferro’ entre Fátima Menezes e Roberto Silva, curiosamente já foram colegas na autarquia com a arquitecta a suceder o funcionário da Empresa de Electricidade da Madeira e actual deputado, caberá todos os elementos da comissão política do Porto Santo decidirem o que acham que deve ser feito, reportando a Alberto João Jardim, líder do PSD-M, a existência de uma candidata da oposição dentro do gabinete do presidente da Câmara.
Dito de outra forma, a ‘batata-quente’ está prestes a cair nas mãos de Alberto João Jardim que tem como sempre a última palavra sobre todos os assuntos pendentes no interior do aparelho e com certeza terá neste imbróglio que tem deixado as hostes social-democratas em ponto de ebulição.
Tudo por que Ana Marisa Maia aceitou ser número dois de Menezes de Oliveira, cabeça-de-lista pelo PS à Câmara do Porto Santo. A técnica e colaboradora directa da edil chegou a admitir a ruptura com Roberto Silva dizendo inclusive que aqueles que apoiam o ex-autarca são “fanáticos”, um adjectivo que incendiou os ânimos.
http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/391919/politica/391942-fatima-menezes-ignora-roberto-silva

quinta-feira, 6 de junho de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

PS-M quer derrota dos social-democratas nas autárquicas

 O líder do PS-Madeira, Victor Freitas, disse hoje que a ida de Jardim e de Miguel Mendonça a Lisboa não deu frutos, que o Governo Regional "não tem qualquer credibilidade para negocia...r com os governos do país" e que, por isso, o PSD-M deve ser derrotado nas próximas autárquicas de Outubro.

Victor Freitas referiu que, olhando hoje para a comunicação social, constata que "não conseguiram nada" das audiências com Passos Coelho e Cavaco Silva. "Vieram de mãos vazias, não resolveram nem a Lei das Finanças para as regiões autónomas, nem o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) para a Região, que era importante ser revisto para garantir condições de crescimento económico para a Região", frisou, apontando que, mais uma vez, ficou demonstrado que o Governo Regional "não tem qualquer credibilidade para negociar com os governos do país".

O líder do PS-M defendeu que quem está a pagar o mau relacionamento entre o Governo Regional e o Governo da República "são os madeirenses", porque não há resultados até ao momento e os dois governos "não se entendem". O Governo Regional "está morto em matéria de soluções". Dada a actual situação, sublinhou que o grande desafio dos madeirenses é "se livrarem" destes dois governos nas próximas eleições autárquicas para haver mudanças políticas e eleições antecipadas. "A demissão destes dois governos é feita nas urnas e por vontado do eleitorado", salientou, afirmando que "a larga maioria dos madeirenses" quer a demissão do Governo Regional e fazer nas autárquicas a mudança que obrigue o Governo Regional a ser demitido e a haver eleições antecipadas.


 Não tendo dúvidas de que António José Seguro será o próximo primeiro ministro, Victor Freitas avançou que o PS-M negociou, com o PS nacional, a Lei das Finanças Regionais e o PAEF. Das negociações, e em relação à Lei das Finanças Regionais, negociaram que as receitas extraordinárias fiquem na Madeira, algo que, neste momento, não está a acontecer, disse que pretendem também a manutenção do diferencial do IVA em 30%, questão que o actual Governo Regional e central aboliram, e frisou que conseguiram que exista aval do Estado em relação aos empréstimos que a Região venha a contrair, conseguindo assim taxas de juro mais baixas.

Quanto à revisão do PAEF, Victor Freitas defendeu que este plano deve ser "mais suave", obtendo a concordância do PS a nível nacional. O líder socialista defende que o défice seja consentâneo com a realidade regional, um prazo maior para o pagamento da dívida e a redução do IVA da restauração.
http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/388903-ps-m-quer-derrota-dos-social-democratas-nas-autarquicas
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sexta-feira, 3 de maio de 2013

O IMPÉRIO DE JAIME RAMOS E FILHOTE.

Diário de Notícias: Sábado, 30 de Julho de 2011 O império empresarial de Jaime Ramos Líder parlamentar e secretário-geral do PSD-M tem várias ligações empresariais Quem é Jaime Ramos? Além da política, que actividades desenvolve? Que vida empresarial t...em ou teve nos últimos anos? Com quem tem ou manteve negócios na Madeira e até no exterior? Quem são os seus homens de confiança? A procura de respostas para todas estas questões levaram-nos, há alguns meses, a iniciar uma pesquisa ao mundo empresarial daquele que é também secretário-geral e líder parlamentar do PSD-Madeira. Pelo caminho chegámos a alguns becos sem saída. Mas, já hoje, é possível revelar boa parte do actual e do passado mundo dos negócios de Jaime Ramos. É possível afirmar, por exemplo: que a empresa



SOMAGESCONTA é um dos pilares empresariais de Jaime Ramos; que o Secretário-geral do PSD e o filho Jaime Filipe já tiveram praticamente 15% da Construtora do Tâmega, através da empresa Solar do Sol, Lda.; que, em Cabo Verde, teve ligação de negócios a empresa local, em parceria com a SOMAGUE; que, num só dia, 14 empresas mudaram os seus órgãos sociais; que empresas directa ou indirectamente detidas por Jaime Ramos tiveram perto de 600 mil euros em ajustes directos, nos últimos dois anos e meio; que as três pessoas que mais aparecem nos órgãos sociais das suas empresas são Ricardo Coelho, Rui Cortez e Isabel Ramos, sua filha; que Jaime Filipe Ramos é dono de 50% da SOMAGESCONTA e, só isso, é demonstrativo de quanto está envolvido nos negócios com o pai. Este trabalho (que inclui um infográfico nas páginas 18 e 19 e termina na página 20) tem como fonte principal documentos oficiais. Para elaborarmos este trabalho, procurámos a contribuição de Jaime Ramos. Na passada quarta-feira, contactámos o grupo parlamentar do PSD, no sentido de colocarmos algumas questões a Jaime Ramos. Foi-nos solicitado o envio das questões por fax, mas até à hora de fecho desta edição, não obtivemos qualquer resposta de Jaime Ramos. Aos 63 anos, um dos mais polémicos políticos da Madeira e até do País, construiu um império empresarial, mas, nem sempre foi assim. Dele disse Carlos Azeredo, primeiro governador da Região após o 25 de Abril, que o conheceu a vender sifões de retretes e outros materiais de construção. Jaime Ernesto Nunes Vieira Ramos, nome completo, nasceu a 3 de Novembro de 1947. Como habilitações literárias tem o 5º ano do liceu. O site da Assembleia Legislativa da Madeira diz que a sua profissão é "gerente comercial", mas a maioria dos madeirenses conhece é a sua faceta de político. Jaime Ramos está no parlamento madeirense desde a II legislatura, que teve início em 1980. Essa permanência na Assembleia tem garantido, ao líder da bancada do PSD, uma imunidade que dura há mais de 30 anos. Não raro, os adversários políticos do secretário-geral do PSD desafiam Ramos a levantar a imunidade de forma a poder ir a tribunal responder a processos, alguns interpostos por esses mesmos políticos. Também o dirigente social-democrata tem interposto processos em tribunal contra terceiros, nomeadamente contra políticos. O episódio mais recente, que o próprio Jaime Ramos anunciou na qualidade de secretário-geral do PSD, é contra Maximiano Martins, por este ter afirmado ao DIÁRIO que Ramos havia ganho com o estudo para a intervenção no aterro junto ao cais do Funchal. Por motivo idêntico foi anunciado um processo ao dirigente nacional do BE, Francisco Louçã. Ao longo dos últimos anos, Jaime Ramos tem tido a parceria e apoio do seu filho Jaime Filipe Gil Ramos. Nascido a 24 de Janeiro de 1975, é licenciado em Gestão e assume como profissão "gestor", tal como consta no site do parlamento madeirense. Neste momento está nas empresas com o pai, ao ser sócio da SOMAGESCONTA. A mãe SOMAGESCONTA A SOMAGESCONTA - SGPS, Lda é a grande empresa-mãe. Foi matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Funchal a 23 de Outubro de 1997. Desde logo teve como titulares Jaime Filipe Ramos e Jaime Ramos, cada um com 50% do capital social da empresa. Hoje a SOMAGESCONTA tem participação directa no capital de mais de duas dezenas de empresas, de que se destacam, em termos de notoriedade pública na Região, a Controlmédia - Marketing, Publicidade e Comunicação da Madeira - e a Cimentos Europa, SA. Nesse universo empresarial, surge frequentemente Isabel Cristina Gil Ramos, filha do líder parlamentar do PSD. Isabel Ramos, também conhecida pela sua ligação ao automobilismo, aparece com frequência nos órgãos sociais das empresas, e, em pelo menos um caso, é também sócia. É o que acontece na empresa Solar do Sol, Lda., da qual detém 10% do capital social. A participação no capital desta empresa torna evidente a ligação, pelo menos no passado, de Jaime Ramos à Construtora do Tâmega e ao seu principal accionista José Francisco da Silva Fonseca. Em comunicado de Março de 2002 (nesta altura Isabel Ramos ainda não aparecia como sócia da Solar do Sol) à CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários - o accionista referido comunicava ter recebido uma informação da Solar do Sol a dizer que a empresa madeirense detinha um milhão e 365 mil acções da Construtora do Tâmega, de cinco euros cada (seis milhões e 825 mil euros), correspondentes a 14,44% desta última empresa. Em Janeiro de 2003, a Solar do Sol informava a Tâmega que havia transmitido 897.750 acções (9,5% da Tâmega) à sociedade Verad Holdings LLC. Desta empresa, apesar dos nossos esforços, não conseguimos qualquer informação, nem mesmo se ainda existe. No mês seguinte, Fevereiro de 2003, a Solar do Sol voltava a informar ser detentora de 4,94% da Construtora do Tâmega e que tinha como sócio dominante a SOMAGESCONTA - SGPS, Lda. Uma das empresas detidas a 100% pela SOMAGESCONTA é a Fernando J. Ramos & Ca SA. Foi criada no início dos anos 80, como sociedade por quotas, e em 2004 transformou-se em sociedade anónima. Nesta última data tinha como presidente Jaime Ramos e como administradores Jaime Filipe Ramos e Roberto Ramos Olim Marote, sobrinho de Jaime Ramos. ECORAM liga a vários grupos empresariais Jaime Ramos e o filho estão empresarialmente ligados à Tâmega também pela via da empresa ECORAM - Tratamento de Resíduos, Lda. Esta entidade é detida em partes iguais pela Construtora do Tâmega Madeira - SGPS, SA, pela AFA - SGPS, SA e pela SOMAGESCONTA. Por meio da ECORAM concretiza-se também uma ligação empresarial ao grupo Sousa, através da PROCOMLOG - Combustíveis e Logística da Madeira, e ao mundo empresarial de António e Norberto Henriques através de, pelo menos, três empresas: PRAZIMO - Imobiliária dos Prazeres; Henriques e Mendes - Exploração de Parques de Estacionamento; e Nossa Cidade - Investimentos Imobiliários. Através da mesma empresa (ECORAM), é ainda estabelecida uma ligação às empresas GSA - Gestão de Sistemas Ambientais, SA (GSA/ECORAM), que é detida a 50% pela Hidurbe - Gestão de Resíduos, que por sua vez é detida a 51% pela Somague Ambiente - SGPS. A GSA teve uma participação na TTRM, agrupamento de empresas que construiu a estação da Meia Serra. Mas há uma ligação mais directa da SOMAGESCONTA à construção e exploração da Meia Serra, numa primeira fase. Agora já não, pelo facto de o Governo Regional ter assumido, através da Valor Ambiente, a gestão e exploração da estação. A SALUBRIMAD, detida a 33,3% por aquela empresa (SOMAGESCONTA), detém 50% da AMBIGERE, que, por sua vez, participava em 50% da TTRM. A mesma SALUBRIMAD estava com 5,02% na empresa Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da Meia-Serra ACE - ETRSU Meia-Serra. A ETRSU era participada pela Somague-Engenharia, Somague-Engenharia Madeira, Construtora do Tâmega, Avelino Farinha & Agrela (mais tarde AFAVIAS), as referidas SALUBRIMAD e GSA e os alemães da Lurgi-Entsorgungstechinik e Saarberg Dekotechnik, estas duas últimas com a maioria do capital. A SALUBRIMAD teve ainda uma ligação directa à GSA, através da GSA/SALUBRIMAD, ACE, dissolvida no primeiro trimestre de 2008. Cabo Verde, continente e Açores O mundo empresarial de Jaime Ramos está ou esteve ligado a várias áreas geográficas. O Relatório de sustentabilidade da SOMAGUE - SGPS, de 2003, dava conta da participação maioritária do grupo no capital da CVC - Construções de Cabo Verde, SARL. Uma empresa em que a MACVI - SGPS também tinha uma participação de 25,36%. O mesmo documento atribuía um cargo no Conselho de Administração a Jaime Filipe Ramos. A empresa cabo-verdiana tinha ainda a participação do Instituto Nacional de Previdência Social, da Garantia - Companhia de Seguros, e de mais alguns accionistas privados. Na mesma empresa, MACVI - SGPS, a 25 de Agosto de 2004, renunciam aos seus cargos: Silvio Sousa Santos (presidente), que, na altura, era deputado do PSD na Assembleia Legislativa; Jaime Filipe Ramos, José Duarte Gonçalves Henriques; e Maria Teresa Barros Aguiar (vogais). A 1 de Fevereiro de 2005, assumiram o Conselho de Administração dessa empresa: Jaime Ramos (presidente); Jaime Filipe Ramos (vice-presidente); Rui Cortez (vogal). Todos estes viriam a renunciar ao mandato a 26 de Fevereiro de 2007. Dois dias depois, eram nomeados Rui Cortez, Ricardo Coelho; e Isabel Ramos, que, por sua vez, renunciaram ao cargo a 4 de Maio do mesmo ano, menos de três meses depois. Mais tarde, a empresa MACVI SGPS passa para o domínio total de José Francisco da Silva Fonseca, através da ACROSSGER. Em Novembro de 2007, o patrão da Construtora do Tâmega informava a CMVM que era detentor de 20,03% da Tâmega, 6,77% através da MACVI - SGPS. Antes disso, a ligação empresarial a Sílvio Santos acontecia também nos Açores. No site oficial da Consulglobal, de Pedro Ventura, a empresa afirma ter participado "na gestão dos projectos imobiliários e das Quintas e Solares dos Açores do grupo MACVI". A Consulglobal refere como clientes seus, entre muitos outros: CEM - Conselho Empresarial da Madeira (presidido por Jaime Ramos); AJEM - Associação de Jovens Empresários Madeirenses (presidida por Jaime Filipe Ramos, como ainda ontem informava o site da Associação); SIRAM (de Sílvio Santos); MACVI; AMME - Associação de Mulheres Empresárias; Porto Santo Line (do grupo Sousa); e Sociedade de Desenvolvimento do Norte da Madeira, liderada por Rui Adriano de Freitas, ex-secretário regional e dirigente social-democrata. A QSA - Quintas e Solares Açorianos - é, de acordo com os documentos a que tivemos acesso, presidida por Sílvio Santos e detida a 100% pela SIRAM THW - Tourism, Health & Wellness - SGPS, SA. Em Maio de 1996 foi constituída a MACVI - Imobiliária SA, que veio a ser dissolvida por decisão tomada a 21 de Dezembro de 2010. A MACVI - Imobiliária teve a particularidade de, durante algum tempo, ter tido nos seus órgãos sociais José Avelino Aguiar Farinha (empresário de sucesso que criou outro império empresarial a partir da empresa Avelino Farinha & Agrela), e Maria Teresa de Barros Aguiar. Parte dos negócios de Jaime Ramos desenvolvem-se e/ou estão sediados no continente. São os casos das empresas Lisnetos, SGPS e da União Rent a Car. A primeira é detida a 100% pela SOMAGESCONTA e tem sede em Lisboa. A União Rent a Car é directamente detida por Jaime Ramos, em 75%, por Ana Paula Carvalho Eduardo (20%) e por José Paulo Pereira Gomes (5%). Na Comunicação social Jaime Ramos é, neste momento, director de um jornal: Madeira Livre. No jornal partidário, o dirigente do PSD desenvolve uma relação com órgãos de comunicação social, que vem de longe. Teve uma participação no primeiro Notícias da Madeira e no segundo, este último em parceria com a Notícias da Alfândega (hoje ENERGMAD), empresa que deteve numa primeira fase em partes iguais com o grupo Blandy e que depois Ramos viria a adquirir na totalidade. Na empresa Notícias da Madeira, teve também a parceria do grupo SIRAM e uma participação da Cimentos Europa, de que é administrador e accionista através da SOMAGESCONTA. Jaime Ramos tem uma participação na empresa Comunicamadeira, a qual é detida a 50% pela Sportinveste - SGPS, do empresário Joaquim Oliveira (também detentor da Controlinveste). Por sua vez, a Comunicamadeira detém 100% da Rádio Clube da Madeira e também 100% da empresa Ramos, Marques & Vasconcelos. Esta última empresa é proprietária dos alvarás das rádios Sol, Zarco e Girão. Todas estas rádios têm a mesma sede. Participação na Teleféricos da Madeira Jaime Ramos tem, directa ou indirectamente, uma posição de 5% na Teleféricos da Madeira (Monte). Na mesma empresa o grupo Blandy - SGPS tem uma participação também de 5%. A Etermar com 55%, a EEM com 20% e a Horários do Funchal com 15%, completam a estrutura accionista. As duas últimas empresas são públicas, propriedade da Região. Jaime Ramos, indirectamente, tem sociedade da ONIMADEIRA de que também é sócio a MCC. Existe um terceiro accionista da ONIMADEIRA, que é a ONITELCOM sediada no continente. Detém 70% do capital da empresa madeirense e é considerada a empresa-mãe. Participações várias e em instituições associativas Os nomes de Jaime Ramos e do filho aparecem ligados ainda a um conjunto de outras empresas. Na Ramos & Filhos, Lda. Jaime Ramos tem perto de 15% do capital social. Na extinta empresa Engenho do Morgado, o nome que encontrámos foi o de Jaime Filipe Ramos que, no início de 2007 era gerente. Foi destituído a 28 de Fevereiro desse ano. Algo de semelhante aconteceu na CAPIO - Consultoria e Comércio. Uma empresa criada em Setembro de 1996, por duas pessoas que hoje são familiares de Jaime Filipe Ramos. O nome do também ex-líder de relevo da JSD consta como tendo sido gerente da CAPIO até 25 Novembro de 2005. Os nomes de Jaime Ramos e de Jaime Filipe Ramos estão também associados à SPM - Sociedade Produtora de Notícias. Também no início de 2007, ambos apareciam nos órgãos sociais como gerentes. Em Fevereiro desse ano foram destituídos. Já na empresa Triquímica Madeira o nome de Jaime Ramos apareceu como presidente do Conselho de administração desde a criação (Janeiro de 2005) até Abril de 2007, tendo sido nomeado para o cargo Ricardo Coelho, a 2 de Junho do mesmo ano. Nessa data, Rui Cortez foi designado vogal. Em Junho de 2009, o DIÁRIO e Jornal da Madeira noticiavam que Jaime Ramos era o principal accionista individual da SAD do União, situação que se poderá ter alterado até ao presente. Ramos está também presente na vida associativa. Ocupa a presidência da direcção da ASSICOM - Associação da Indústria da Construção da Madeira, atribuído à Fernando J. Ramos. A ASSICOM representa grande parte das empresas de construção na Madeira. Na CPCI - Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, Jaime Ramos é um dos vogais efectivos, em representação da ASSICOM. Pela mesma razão (representação da ASSICOM) é presidente do CEM - Conselho Empresarial da Madeira, entidade ouvida pelo Governo Regional no âmbito da elaboração dos planos e orçamentos da Região Autónoma. Na AREAM - Agência Regional da Energia e Ambiente da RAM é primeiro secretário, atrás do presidente Luís Miguel Sousa. Com todas estas funções, ainda arranja tempo para desempenhar o cargo de secretário-geral do PSD-Madeira e de vogal do Conselho de Administração da Fundação Social Democrata - FSD, onde tem a companhia de Miguel Albuquerque. Alberto João Jardim é, por inerência, o presidente da FSD. Jaime Filipe Ramos é vice-presidente do grupo parlamentar, presidido pelo pai, e dirigente regional do PSD. Preside, como referido, à AJEM, onde conta com um dos seus homens de confiança, Rui Cortez (tesoureiro), que é um destacado deputado social-democrata na Assembleia Municipal do Funchal. A HABITAJEM - Cooperativa da Habitação Jovem - também conta com o empresário Jaime Filipe Ramos, como consta do último acto publicado. Partidos apontam incompatibilidades A 30 de Novembro de 2006, o PCP encetava, no Parlamento madeirense, uma batalha que dava forma a denúncias de vários quadrantes políticos que apontavam para ligações de Jaime Ramos ao mundo dos negócios. Os comunistas enviaram um requerimento ao presidente da Assembleia, Miguel Mendonça, a denunciar o que consideravam ser uma situação de incompatibilidade de Jaime Ramos e Jaime Filipe Ramos nos cargos de deputados. Os comunistas alegavam que os dois integravam a gerência da Controlmédia e que havia sido atribuído à empresa, pela Secretaria do Turismo, a planificação de uma campanha promocional da Madeira. O PCP advogava que deveria ser seguido um de dois caminhos: ou ser cancelado o contrato com a Controlmédia ou Jaime Ramos e o filho deveriam perder o mandato. Nenhum dos dois foi seguido e a incompatibilidade foi sempre negada. Mudanças nos órgãos sociais de 14 empresas num só dia No dia 28 de Fevereiro de 2007, 14 empresas do mundo empresarial de Jaime Ramos alteraram a composição dos seus órgãos sociais. Nesse movimento, renunciaram aos respectivos mandatos Jaime Ramos e/ou Jaime Filipe Ramos e foram designados para ocupar os seus lugares Ricardo Nuno Gomes Coelho, Rui Nuno de Barros Cortez e, mais raramente, Isabel Cristina Gil Ramos. Dois movimentos semelhantes aconteceram um mês depois, no dia 28 de Março, e houve uma empresa que registou a renúncia de Jaime Filipe Ramos a 26 de Fevereiro e a designação de Ricardo Coelho a 3 de Março. De então em diante, não mais os nomes de Jaime Ramos e de Jaime Filipe Ramos integraram os órgãos sociais dessas empresas, de acordo com os documentos a que tivemos acesso. Ricardo Coelho e Rui Cortez são homens de confiança de Jaime Ramos e do filho nas empresas em que têm participação directa e/ou indirecta. Os seus nomes, em separado ou em conjunto, aparecem em pelo menos 22 empresas das que analisámos. O nome de Ricardo Coelho aparece também nos órgãos sociais da empresa PRIMA - Gestão de Resíduos, onde a AFA - SGPS e a Ambicapital, do grupo Sousa, assumem posições de destaque. 600 mil euros de ajustes directos em dois anos e meio O montante não é exorbitante, se considerarmos o total do volume de negócios das entidades envolvidas, mas é significativo, se tomado na sua globalidade e que foi todo entregue a empresas directa e indirectamente ligadas (através de participações nos capitais) ao universo empresarial de Jaime Ramos, por ajuste directo. Do início de 2009 até ao presente foram quase 600 mil euros. A que maior volume de negócios conseguiu foi a Controlmédia. Nestes dois anos e meio facturou de ajustes directos 286.961 euros. Foi a ADERAM, com 80 mil euros, destinados do III Fórum Mundial do Desenvolvimento Económico Regional, que mais adjudicou à Controlmédia. No período em causa, foram ainda feitos ajustes com as secretarias do Ambiente e do Turismo, o Instituto de Desenvolvimento Regional e com a Câmara Municipal do Funchal. A segunda entidade que mais facturou em ajustes directos foi a Fernando J. Ramos & CA. Nos dois anos e meio foram 236.385 euros. Neste caso, a maior fatia veio da Secretaria Regional do Equipamento Social, com um valor próximo dos 200 mil euros. ADERAM, Valor Ambiente e Município de Santa Cruz foram os outros adjudicantes. ADBRAVA adjudica 51 mil euros de cimento A Cimentos Europa também teve um ajuste directo, neste caso de uma associação que prossegue fins de interesse público, a ADBRAVA - Associação de Desenvolvimento da Ribeira Brava, liderada pela deputada Nivalda Gonçalves. Foi em Maio, deste ano, que a Cimentos Europa se abrigou a fornecer 7.500 sacos de cimento por 51.300 euros. Houve um outro ajuste directo da RAMEDM - Estradas da Madeira - à empresa GSA/ECORAM, no valor de 12.759 euros, para trabalhos de "manutenção corrente" na via expresso Porto do Funchal. As perguntas que jaime ramos não respondeu Depois de recolhidas as informações que sustentam este trabalho, que visa dar a conhecer aos madeirenses o mundo empresarial do líder parlamentar e secretário-geral do PSD, o DIÁRIO procurou contactar Jaime Ramos. Fizemo-lo por escrito com o enquadramento do trabalho, na sequência de outros de idênticos objectivos. No entanto, até ao fecho desta edição, ontem à noite, as respostas não chegaram. Ao lado, constam as perguntas a que Jaime Ramos não respondeu. Quantas empresas V. Exa detém directa e/ou indirectamente? Quem são os administradores dessas empresas? Qual tem sido a importância das empresas, que V. Exa detém directa e/ou indirectamente, no desenvolvimento económico e social que a Madeira tem vindo a registar ao longo dos anos? Que projectos empresariais de relevo tem V.Exa para desenvolver nos próximos tempos.