quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

La Palisse


Os Açorianos ganham em média por ano mais 1499 euros que nós Madeirenses. Nós que somos uma Região Rica (Alberto João afirmou) temos menos rendimentos que os Açores, como isto é possível? É melhor mandar estes rapazes do INE vol...tarem a fazer as contas, porque quem é rico tem mais riqueza que quem é pobre(já dizia la Palisse). Seria assim se de facto fossemos ricos, mas não somos. O Centro Internacional de Negócios entra nestas contas e os números da riqueza puxam-nos para cima, mas a realidade do rendimento liquido que auferimos puxa-nos para baixo.

NOVA LEI DE FINANÇAS REGIONAIS

Consta que hoje vai a Conselho de Ministros a nova Lei de Finanças Regionais para a Madeira e Açores. Esta nova Lei é da responsabilidade do Governo PSD/CDS-PP e do PSD-Madeira. Estou apreensivo porque a Lei deveria contemplar mecanismos de solidariedade do Pagamento da dívida da Madeira por parte do Estado Português. Em relação a isso nada se viu ou ouviu. Vamos aguardar para ver.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

LIBERDADE DE IMPRENSA


O INVERNO ECONÓMICO - A MADEIRA EM QUEDA

A Madeira foi a região do País com maior queda no PIB em 2011.

No ano 2010 a Madeira cresceu a nível da riqueza criada 0.7 % o que é um crescimento ténue e muito abaixo se comparado com o crescimento da riqueza dos anos anteriores. Em 2011 o crescimento foi negativo (decréscimo) em -2.3% julgo que é a primeira vez desde a adesão à União Europeia, 1986, que há um decrescimento do nosso Produto. O Ano 2011 ainda não existia o Plano de Ajustamento para a Madeira, agora com estas medidas recessivas vamos ver o ano 2012 o que nos reserva a nível do PIB. Dizem os economistas que só há criação de postos de trabalho a partir de um crescimento de 2.5% do PIB, a ser verdade o Inverno económico está para durar.

RTP, RDP, LUSA e Jornal da Madeira numa "holding" que ficará nas mãos do Governo Regional do PSD-Madeira é MORTE do regime DEMOCRÁTICO na Madeira.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ENCERRAMENTO DO DEBATE DO ORÇAMENTO DA MADEIRA 2013



Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da RAM
Senhor Presidente do Governo Regional
Senhores Secretários Regionais
Senhoras e Senhores Deputados

Quero, em primeiro lugar, cumprimentar os Madeirenses e Porto-Santenses. Cumprimentar aqueles que hoje atravessam maiores dificuldades. 
As minhas primeiras palavras vão para os desempregados da Madeira e do Porto Santo.
• Os desempregados de longa duração, que procuram trabalho há mais de 2 anos e não encontram, os mais avançados na idade, que sempre trabalharam, que deram muito à Madeira e ao Porto Santo e que, hoje, atravessam grandes dificuldades. Nós não desistimos destes 6 mil Madeirenses e Porto-santenses, nem dos 5 mil Madeirense e Porto-santenses que perderam o emprego no ano 2011, nem deixamos que quem governa a Madeira se esqueça que são cidadãos de pleno direito.
• Nós não desistimos de encontrar soluções para os 12.500 Madeirenses e Porto-santenses que se inscreveram este ano no desemprego, depois do PSD ter assinado o Programa de Ajustamento para a Madeira, traindo a palavra dada.
• Nós não desistimos nem abandonamos os jovens, da Madeira e do Porto Santo, em que metade está sem trabalho. Nós acreditamos que têm futuro na Madeira e não fora dela.
É injusto que quem não tem culpa pague pelos erros de quem nos governou.
Os mais de 23 mil desempregados sabem que a dívida que o PSD criou não é uma dívida abençoada é uma dívida maldita, que está a custar milhares de postos de trabalho, sofrimento, pobreza e miséria.
Por outro lado, não posso esquecer quem cria emprego. Merecem uma palavra, muito especial, os nossos empresários, que estão a aguentar os 76.000 postos de trabalho que ainda existem na iniciativa privada. São estes pequenos e médios empresários, quem tudo tem feito, remado, contra ventos e marés, para manterem as portas abertas. E merecem toda a nossa admiração e respeito.
Nunca como hoje foi difícil ser-se empresário na Madeira e Porto Santo, nunca como agora tiveram de suportar tão brutal aumento de impostos e tanta falta de solidariedade por parte de quem nos governa.
Uma taxa de IVA, na restauração, de 22%, para uma sopa, uma taxa igual a de um produto de luxo, é, de facto, um crime fiscal do Governo Regional contra a economia da Madeira e do Porto Santo.
Quero saudar aqueles que hoje não vivem na Madeira nem no Porto Santo, os nossos emigrantes, todos eles, mas em especial aqueles que aos milhares, nos últimos quatro anos, tiveram que abandonar a nossa terra, com grandes sacrifícios pessoais, deixando para trás mulher e filhos e foram procurar sustento em Angola, Senegal, Brasil, Inglaterra, Jersey, Guernsey, França, África do Sul, Venezuela e em muitos outros países.
Da nossa parte, tudo faremos para colocar a Madeira e o Porto Santo na senda do desenvolvimento, do crescimento económico, para que, um dia, possam regressar e ajudar a construir uma Madeira com futuro.
Sabemos que há emigrantes hoje bem estabelecidos que querem investir na Madeira, mas que não confiam neste Governo Regional e não investem cá um tostão porque perderam muito dinheiro aqui na Madeira.
Foram mal aconselhados pelo Governo Regional, por certos membros do PSD ligados à banca, mas o que vos peço é que procurem outros conselheiros, a Madeira bem precisa, como nunca, do vosso apoio e do vosso investimento.
Para nós, a Madeira não acaba na Ponta de São Lourenço nem na Ponta do Pargo, não acaba no Porto Santo nem nas Desertas ou nas Selvagens. Para nós, a Madeira é onde estiver um Madeirense e um Porto-santense. 
Vivemos momentos muito difíceis. Numa terra em que as pensões são tão baixas, quero louvar os reformados, que hoje ajudam filhos e netos com as suas baixas reformas.
Esta solidariedade é admirável, esta solidariedade é a alma do povo Madeirense e Porto-santense. Tomara a nossa terra ter um Governo Regional que fosse solidário, como muitos pais e avós têm sido para com os filhos e netos.
É triste ter um Governo Regional que não é solidário com o povo que o elegeu. O que seria desta terra se não fosse a solidariedade da igreja, das instituições de solidariedade social, e dos descontos que todos os Madeirenses e Porto-santenses fazem para a Segurança Social, que paga o que resta do Estado Social no apoio aos mais desfavorecidos?! Do Orçamento do Governo Regional não há solidariedade! 

Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da RAM
Senhor Presidente do Governo Regional
Senhores Secretários Regionais 
Senhoras e Senhores Deputados

Caras e caros Madeirenses e Porto-Santenses

As nossas ilhas precisam da união de todos os Madeirenses e Porto-santenses para sair desta crise. Todos unidos valemos muito mas desunidos nada valemos.
Já vimos isto na negociação do Plano de Ajustamento, porque o PSD quis negociar sozinho, não aceitando a colaboração do PS e das outras forças políticas; é por isso que o plano que temos é uma tragédia para todos nós. 
Quem paga a teimosia e os erros do PSD não são estes senhores, somos nós Madeirenses e Porto-Santenses. 
Temos agora este Orçamento para 2013. O PSD fê-lo sozinho, e vai aprova-lo sozinho, contra os partidos da oposição e contra a maioria esmagadora dos Madeirenses e Porto-santenses.
O PS apresentou 100 propostas, porque há outro caminho. Não podem ser sempre os mesmos a pagar os erros do PSD.
Tirámos dinheiro do Jornal da Madeira, das Sociedades de Desenvolvimento, da Vialitoral e da ViaExpresso, corte em 30% do financiamento partidário, da privatização da Cimentos Madeira, numa soma de mais de 130 milhões para ajudar a economia e quem mais precisa.
Demos prioridade à economia, ao emprego, e na ajuda a quem mais precisa.
O PSD apresentou este orçamento fechado. Nós sabemos que o PSD vai chumbar as propostas do PS. Vão continuar sozinhos, isolados, sem capacidade negocial com Lisboa, mas quem paga a factura e a pesada herança são os Madeirenses e Porto-santenses.

Caras e caros Madeirenses e Porto-Santenses

É urgente a renegociação do Plano de Ajustamento para a Madeira. A proposta do PSD é fazermos este ajustamento até 31 dezembro de 2015, mas até lá não vamos pagar um tostão da dívida. No dia 1 de Janeiro de 2016, depois de todos os sacrifícios, está tudo por pagar e começar o calvário do pagamento da dívida. É esta a herança que o PSD deixa à Madeira e ao Porto Santo.
É por isso que precisamos de mais tempo, menos juros e solidariedade do Estado no pagamento da dívida da Madeira. A Madeira sozinha não tem capacidade de pagar esta dívida.
O Governo do PS pagou 70% da dívida da Madeira em 1999. Eu pergunto onde está a solidariedade do Governo do PSD/CDS-PP ?! Vão também pagar 70% desta dívida?! 
Todos já percebemos que enquanto o PSD/CDS-PP for Governo em Lisboa e o PSD for Governo na Madeira e Porto Santo não haverá solidariedade do Estado. Ninguém está disponível para ser solidário com o Partido e este Presidente que ocultou a dívida ao país e aos Madeirenses e Porto-santenses.
Cada dia que passa, cada semana, cada mês e cada ano com o PSD e o seu Presidente no Governo Regional, a Madeira fica a perder, ficamos todos nós a perder.
Os Madeirenses e Porto-santenses confiaram em si, os Madeirenses e Porto-santenses nunca o traíram, Senhor Presidente, mas Vossa Excelência traiu os Madeirenses e Porto-santenses. 
Este povo deu-lhe a si tudo, maiorias absolutas, esteve ao seu lado em guerras justas pelos nossos direitos, foi complacente nos seus erros políticos, foi tolerante na sua má educação, foi compreensivo quando desastres se abateram sobre as nossas ilhas, mesmo quando esses desastres foram, em parte, devido a erros do seu governo. Este povo deu-lhe tudo e tudo Vossa Excelência desprezou.
Fez dívidas em nosso nome, mas nas nossas costas e sem o nosso consentimento. 
Abusou da confiança, ocultando a verdade da sua governação a quem em si confiou.
Fique sabendo que os Madeirenses e Porto-santenses já não confiam em si, e sabem que V. Excelência faz parte do problema, mas não faz parte da solução.
Mas não é só a sociedade que perdeu a confiança em si, V. Excelência também não tem a confiança do seu partido.
É esta falta de confiança entre os nosso povo e o PSD que fará com que o seu governo não leve o mandato até ao fim.
No próximo ano teremos eleições autárquicas e não tenho dúvida que o PSD e o seu presidente vão perder as eleições.
Depois das próximas eleições autárquicas vamos ter Legislativas Regionais porque o próprio PSD também já percebeu que V. Excelência não só é um problema para a Madeira e Porto Santo, mas também para o próprio PSD.
Quem irá afasta-lo do poder será o seu próprio partido. Primeiro irão afastá-lo da liderança do PSD e depois da Presidência do Governo, Regional; aí, teremos eleições regionais antecipadas.
Espero que a história o julgue por tudo o que fez de bem e ignore o mal que vez à Madeira e ao Porto Santo, o mal que fez ao nosso povo.
A Madeira ficará liberta para a Mudança, abrir-se-ão novos caminhos de negociação com Lisboa e a Madeira vai recuperar a Autonomia que perdermos.
Vamos poder renegociar a dívida, vamos agarrar o futuro da Madeira com as nossas mãos. Vamos abrir as portas da esperança. Vai nascer a Madeira do Futuro. 
Victor Freitas

Penando nas ruas do Desemprego...

Um autêntico exército de desempregados sem subsídio de desemprego, que atravessam grandes dificuldades. Não são números, são pais com filhos, são homens e mulheres que não conseguem arranjar trabalho, nem têm dinheiro para as despesas do dia-a-dia. Estas são uma parte das vítimas da Madeira Nova.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

TRAGÉDIA SOCIAL

Esta situação é gritante e não há memória desde a implementação da democracia de uma situação de tragédia social desta envergadura. A Madeira era uma Região pobre, mesmo muito pobre, com o 25 Abril de 1974 foi-nos dada A
utonomia política, passamos a decidir os nossos destinos, a ter a nossa estratégia de desenvolvimento e um Orçamento Regional com a solidariedade do Estado Português. Milhões e milhões de euros entraram na Madeira para construirmos o nosso progresso e bem-estar. Em 1986 aderimos à União Europeia, com essa adesão recebemos milhões e milhões de euros para desenvolvermos a nossa economia e para sairmos do atraso ancestral em que vivíamos. Hoje quem olha para estes 36 anos de Autonomia, dos milhões e milhões de euros colocados à nossa disposição deve-se perguntar quais as razões para estarmos nesta situação. O PSD deu claramente cabo da Madeira e ainda nos deixa uma divida colossal de 6500 milhões de Euros, cujo serviço da dívida consome 55% da nossa riqueza gerada e paga em impostos. Se há pessoas que ainda continuam a apoiar o PSD-M, depois do que fizeram a nossa Madeira, é caso para perguntar:



Quem são os traidores dos Madeirenses?



Será que essa gente, que fez isto à nossa terra e enriqueceu à custa da miséria que hoje vivemos, não deveria prestar contas à justiça?

PAGANDO OS ERROS DA MADEIRA DITA NOVA

A venda de combustíveis na Madeira têm vindo a decrescer de forma acentuada, quer em 2011, quer em 2012. Não é de estranhar. Os Madeirenses pagam os combustíveis mais caros do pais, porque Alberto João
 Jardim lançou uma sobre taxa de 15% no impostos sobre os produtos petrolíferos para ajudar a pagar o seu negócio da Vialitoral e Viaexpresso. Como diria o outro “eles deitam-se pobres e acordam ricos”

sábado, 8 de dezembro de 2012

VOTO CONTRA UM ORÇAMENTO QUE MATA A ESPERANÇA

Na próxima semana vamos debater o Orçamento Regional apresentado pelo Governo Regional do PSD. Os resultados deste Orçamento são catastróficos para a Madeira e Porto Santo. Da nossa parte terá o voto contra.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A MADEIRA NA MISÉRIA E ELES......


A MADEIRA NA MISÉRIA E ELES......


UNIDOS PELA MUDANÇA



A sondagem do Diário do passado dia 1 de Dezembro dá um sinal claro a todos os partidos da oposição na Madeira:
Os Partidos ao concorrerem separadamente o PSD ganha a Câmara Municipal do Funchal;
Se concorrem separadamente obtêm 39,9% dos votos;
Se concorrerem em Coligação obtêm 42,30% dos votos e derrotam o PSD.
Pela primeira vez uma coligação soma mais votos que a soma dos partidos separadamente. Estes dados demonstram que a sociedade quer uma Mudança e está disponível para Mudar. Em coligação há transferências direta de votos do PSD para a Coligação tornado a Mudança possível.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

VATICÍNIO

(Excerto do discurso de encerramento do debate do Orçamento Rectificativo) 

Os madeirenses vão ter que esperar mais um ano até que o povo se prenunciar nas autárquicas e afaste os candidatos de Alberto João Jardim da presidência das Câmaras Municipais. Nessa noite quem nos trouxe aqui irá demitir-se ou será demitido pelos próprios companheiros de partido. Afinal os estatutos do PSD não estão bloqueados. Aí vamos ter novas eleições Regionais, e os Madeirenses serão chamados a pronunciarem-se e a escolher o caminho que querem para a Madeira. Nessa altura haverá condições para renegociar o Plano de Ajustamento, ai haverá espaço ao sonho e à mudança.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

CANDIDATO DA TRAIÇÃO!

CANDIDATO DA TRAIÇÃO É O QUE DIZEM DENTRO DO PRÓPRIO PSD-MADEIRA



O candidato de Alberto João Jardim e Jaime Ramos já pegou nos remos, mas a situação ameaça complicar-se.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Coligação sem o CDS-PP ganha o Funchal

MUDANÇA

O sentimento e a necessidade de Mudança está instalada junto dos Madeirenses, esse é o principal dado da sondagem hoje publicada pelo Diário de Noticias da Madeira.
Uma coligação com todos ganha o Funchal de forma categórica, mas mesmo que o CDS-PP se coloque à margem deste processo a Coligação da Mudança ganha ao PSD com 4% de avanço.
Por outro lado, os votos de todos os partidos da oposição, com o CDS-PP incluído dão uma vitória com 8,4% de avanço. Notório é o facto de se todos os partidos concorressem isoladamente a soma dos votos da oposição atingirem os 56.2% dos votos, mas em coligação com todos ficar-se pelos 53.1%.
Se a coligação for sem o CDS-PP, os partidos que à comporiam teriam 43.2% derrotando o PSD no Funchal que não iria além dos 38,2. Uma análise mais fina vê-se que esses mesmos partidos concorrendo isoladamente teriam 39,9% muito aquém dos 43,2 quando coligados.
A Coligação soma votos, ou seja, há o aproveitamento dos votos de todos os Partidos e o facto de irem coligados acrescenta mais apoio dos cidadãos.

UNIDOS PELA MUDANÇA!

Sondagem com todos os Partidos da Oposição Coligados numa Candidatura à Câmara Municipal do Funchal.

Partido Socialista passa a segunda força política no Funchal

Sondagem publicada hoje no Diário de Noticias do Funchal.

UNIDOS PELA MUDANÇA!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

MUDANÇA


A metamorfose que se assiste na nossa terra não é um canto de sereia nem a passagem da larva a borboleta. Infelizmente para todos nós, a metamorfose que ocorre é das mais violentas que até hoje assistimos; é, sobretudo, económica e socialmente, cruel
Para olhar a realidade, precisamos de números que ajudem a nossa reflexão, números que espelham a degradação metamorfoseada que nos está a atingir. Vamos aos números. O nosso principal problema é o desemprego, que entrou em processo de aceleração, em especial nos anos de 2011 e 2012 e que teima em não abrandar nem retroceder. Os cidadãos inscritos no desemprego são já 23.582, o que representa 18,3% da população ativa. Se olharmos ao número de empregos que desapareceram nos últimos dois anos, verificamos que, a uma velocidade estonteante, perdemos 14.000 empregos até ao mês de Setembro. O grau e o impacto desta nova realidade na nossa sociedade serão tremendos. Para mais, esses 14.000 postos de trabalho perdidos, representam 11% do total da população ativa. Se olharmos para o próximo ano e para o Orçamento Regional, todos os dados já conhecidos, demonstram que, no próximo ano, a linha ascendente da austeridade irá matar muitos mais postos de trabalho, numa irracionalidade recessiva que levará, mais ainda, ao empobrecimento da Madeira e Porto Santo.
É, por conseguinte, necessário e urgente inverter este caminho, tal depende de todos nós e não vale a pena fazer de conta que não é connosco, que outros irão resolver, que o tempo irá resolver. Somos nós, Madeirenses e Porto-Santenses, que temos a obrigação e o dever de agarrar o nosso futuro e não deixar as soluções em mãos alheias. A realidade já demonstrou que aqueles que nos colocaram nesta situação, não são a solução. O caminho está novamente em aberto, mas se nada fizermos, as alavancas da mudança ficarão manietadas por aqueles que destruíram o nosso presente e comprometeram o nosso futuro.
Só há uma solução, devolver aos cidadãos os caminhos do futuro, criando condições para uma mudança política que devolva à Madeira e ao Porto Santo o crescimento económico. Para isso, é necessário que todos se envolvam politicamente, deixemos de parte a partidarite aguda e encontremos respostas e soluções para nos tirar da atual situação de crise que destrói a nossa economia e compromete o nosso futuro. As soluções estão onde sempre estiveram, nas mãos de todos nós.

INCOMPETÊNCIA LEVADA AO EXTREMO



Governo e Câmaras despertaram para o combate ao mosquito transmissor do Dengue, mais vale tarde que nunca.

A MARINA ESFOMEADA ALIMENTA-SE DE MILHÕES DE EUROS





quinta-feira, 29 de novembro de 2012

MUITA COISA ACONTECEU DESDE 2009


Na disputa eleitoral das últimas eleições Autárquicas Miguel Albuquerque ganhou com a diferença de 4844 votos à oposição. O candidato de Alberto João Jardim terá condições de repetir estes resultados? Não me parece.

TODOS PELA MUDANÇA


O gráfico em baixo espelha a situação política no Funchal há um ano atrás, aquando das últimas eleições Regionais. A proposta do PS pretende efetivar uma mudança política na Câmara Municipal do Funchal, essa mudança, protagonizada por partidos e independentes, já existe junto dos cidadãos, agora só falta coloca-la à consideração dos Funchalenses nas próximas eleições Autárquicas.

CDS-PP fora da coligação para a Câmara do Funchal


PCP deve ser a única dúvida entre os partidos do 'Pacto pela democracia'


O CDS-PP não deverá dar uma resposta positiva ao convite do líder do PS-M, Victor Freitas, para uma coligação, com todos os partidos da oposição, para concorrer à Câmara Municipal do Funchal nas eleições autárquicas do próximo ano. Uma coligação alargada que foi divulgada, ontem, pelo DIÁRIO.
José Manuel Rodrigues recorda que o último congresso do CDS-PP definiu a estratégia para as 'autárquicas' que passa por concorrer, com listas próprias, em todas as freguesias e concelhos da Região. As excepções serão os casos de municípios ou freguesias onde se apresentem listas de cidadãos independentes "de reconhecido valor" e que o CDS-PP poderá apoiar. O caso de Santa Cruz é o mais óbvio, estando praticamente assumido que os democrata-cristãos irão apoiar o movimento 'Juntos pelo Povo', como já fizeram nas eleições anteriores.
No Funchal, José Manuel Rodrigues só admite alterar a intenção de apresentar uma candidatura própria se surgir uma lista independente, em moldes idênticos aos de Santa Cruz.
PCP só decide no próximo ano
O PCP não diz que não, mas não dá uma resposta imediata. Edgar Silva apenas ficou a conhecer a proposta do PS pelo DIÁRIO e lembra que, neste momento, o partido está envolvido noutras "batalhas políticas" para "defender a população" dos efeitos do plano de ajustamento económico e do Orçamento Regional para 2013.
Só em Janeiro é que o PCP deverá começar a preparar as eleições autárquicas. No entanto, promete "acompanhar com atenção" a proposta de Victor Freitas.
Os restantes partidos da oposição, que tal como o PS e o PCP integram o 'Pacto pela Democracia' - o CDS saiu deste acordo parlamentar - deverão dar uma resposta positiva ao líder socialista.
O PND, como recorda Gil Canha, defendeu sempre um "acordo alargado" nas eleições autárquicas para "derrubar o jardinismo". Uma posição semelhante à do PTP, de José Manuel Coelho, que por várias vezes desafiou os partidos, sobretudo de esquerda, a unir esforços.
Roberto Vieira deixa claro que qualquer decisão terá de passar pela comissão executiva, mas que a coligação é algo que o MPT sempre defendeu e para a qual manifestou abertura.
Na última convenção regional, em Janeiro deste ano, ficou decidido que o BE-Madeira irá "favorecer uma alternativa convergente para fazer frente ao PSD nas autarquias", pelo que Roberto Almada considera positiva a iniciativa do líder do PS.
A proposta terá de passar por uma consulta aos militantes e dirigentes, mas o BE deverá apoiar a coligação no Funchal.
Quanto ao PAN, as posições públicas também têm sido no sentido da unidade dos partidos da oposição.
Contas eleitorais: Juntos não desperdiçam votos
Uma coligação dos partidos da oposição tem um resultado imediato: não desperdiçam votos.
Embora o resultado eleitoral de uma coligação não seja a soma aritmética dos resultados dos partidos que a integram, é fácil concluir que o desperdício de votos seria muito menor.
Nas últimas eleições autárquicas, em Outubro de 2009, os partidos que poderão integrar a coligação - PS, PND, CDU, BE e MPT - somaram mais de 8.200 votos que não serviram para eleger qualquer vereador. No caso do BE (2.433 votos) e do MPT (1.166) não foi conseguida a representação na vereação. Para o PS-M, que teve um total de 7.584 votos, mais de 3.700 não serviram para nada. A CDU elegeu o último vereador com os seus 3.846 votos, mas o PND teve um 'excesso' de quase 900.
Se o CDS-PP participasse na coligação a soma dos 'desperdícios' aproveitados ultrapassava os 10 mil votos.
CDS fora pode ajudar
O objectivo de Victor Freitas ao propor a coligação é tentar ganhar o Funchal e para isso a recusa do CDS-PP em integrar a lista até pode ajudar.
Os democrata-cristãos disputam um eleitorado próximo do PSD-M, pelo que um bom resultado do partido de José Manuel Rodrigues não provocará um grande desgaste na coligação e poderá contribuir para retirar a maioria aos social-democratas.
Já uma candidatura própria do PCP terá um efeito diferente, criando uma alternativa à coligação que poderá ter efeitos eleitorais negativos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Victor convida todos para ganhar o Funchal



Partidos e cidadãos são chamados a integrar coligação proposta pelo PS


A mais de dez meses de distância das eleições autárquicas, o PS-M traçou um plano eleitoral para a capital madeirense que passa pela conquista da Câmara em Outubro de 2013. A ideia que vem sendo trabalhada por Victor Freitas assenta em três pilares essenciais: reunir uma grande coligação com os partidos da oposição, chamar independentes e ganhar a Câmara.
O presidente do PS-Madeira assume agora já publicamente que acredita nessa possibilidade. Victor Freitas disse ontem, ao DIÁRIO, que os objectivos eleitorais estão identificados, particularmente no concelho do Funchal. E esses passam por uma ampla convergência. "Queremos convidar todos os partidos e independentes a estabelecer os acordos necessários para, em coligação, devolver o Funchal aos funchalenses".
O líder do PS-Madeira diz que esta proposta não surge de ânimo leve. Admite mesmo que vai ser preciso "exigir compromissos em torno de soluções que se revelem ganhadoras" e de mudança para a capital madeirense. A esses compromissos, Victor acrescenta a necessidade de apresentar uma coligação com objectivo claramente ganhador mas com propostas "assentes sempre em protagonistas de qualidade irrefutável e num projecto de mudança". Ainda sem falar claramente a que compromissos se refere e muito menos de nomes de eventuais protagonistas, o presidente dos socialistas diz que esta decisão de avançar com a proposta de uma ampla coligação "reflecte a maturidade do PS-M e o seu sentido pragmático de encontrar soluções" para os cidadãos. "Para a capital da Região Autónoma da Madeira, quero uma proposta ganhadora que possa gerar um consenso alargado na sociedade" e que seja o resultado de ideias e projectos de partidos e independentes que querem mudar "o mau rumo" da cidade.
A ideia de uma proposta ganhadora é um principais requisitos do projecto apresentado por Victor Freitas, que assume a necessidade em relação propostas do PS que defendem uma ruptura com as opções políticas do PSD. No entanto, esse corte radical é apenas com o PSD e não com os cidadãos, mesmo aqueles que votaram PSD. Victor explica que é preciso não confundir as "as falências" de opções políticas  com os cidadãos que permitiram maiorias confortáveis ao PSD. Para isso, o PS conta fazer chegar ao eleitorado "uma nova geração de soluções políticas para as autarquias que serão apresentadas muito brevemente". Para já, o PS deixa apenas uma indicação clara: quer uma coligação com todos os partidos e independentes que estejam disponíveis para ganhar a Câmara do Funchal ao PSD já no próximo ano. E esse caminho, admite Victor Freitas, obriga a um diálogo aberto com todas as forças políticas mas também com todos os cidadãos que se sintam motivados para um projecto de "mudança do Funchal".
Trabalho de casa já começou a ser feito
Os preparativos para o projecto das eleições autárquicas de 2013 têm tomado grande parte da agenda socialista nos últimos tempos. Victor Freitas recorda o Fórum Autárquico realizado no mês passado e a Comissão Política que se seguiu. Foram aí apresentadas ideias gerais para o que o líder socialista considera "uma das mais importantes jornadas eleitorais dos últimos 10 anos". E acrescenta que tem defendido que o partido que lidera deve assumir, no âmbito das autárquicas de 2013, "um papel determinante em virtude da história e experiência autárquica".
Além do trabalho de orientação política que tem vindo a ser feito, a direcção do PS promete apresentar, brevemente, um conjunto de novas políticas de intervenção autárquica sempre na lógica da maior abrangência possível e no acolhimento de outras ideias e contributos que possam surgir. De uma coisa Victor diz ter a certeza:  no caso do Funchal, "a observação da evolução  da sociedade indica que há uma clara vontade de mudança".
Coligação sem  excluir ninguém
A inclusão é palavra de ordem na orientação que o PS vem definindo para as autárquicas de 2013. Victor Freitas assume essa indicação clara e reiteradamente. Fala em "convidar todos os partidos e independentes", fazer acordos, motivar o envolvimento de todos ,  obter consensos. Em suma, um acordo para a Câmara do Funchal "que não exclua ninguém e agregue consigo a esperança de um Funchal diferente, para melhorar, que aposte na solidariedade social" e apresente um projecto de desenvolvimento económico  que chegue a todos. "Vou criar todas as condições para que o PS-M comece e de imediato a trabalhar num projecto que cumpra estes requisitos", afirma ainda o líder dos socialistas madeirenses . E insiste na ideia de que a 'união faz a força' ao lembrar que a proposta não deixa ninguém de fora. "Todos os eleitores fazem parte desta solução e só com todos podemos realmente promover uma mudança. O projecto que queremos desenhar não deixa ninguém de fora e pretende puxar todos para dentro".



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

AUSTERIDADE MATA A ECONOMIA

Temos afirmado desde o Orçamento de Estado para 2012, quando PSD/CDS-PP quiseram ir para além da troika em matéria de sacrifícios, que as contas do Governo iriam sair furadas. O tempo infelizmente deu-nos razão. Melhor seria que arrepiassem 
caminho, mas estes rapazes estão agarrados à sua agenda ideológica e dela não prescindem, mesmo quando todos veem que estão a afundar o País.
http://www.iol.pt/push/economia/austeridade-insolvencia-paul-de-grauwe-agencia-financeira/1396303-6187.html

PS NÃO ACEITA MUDANÇAS NO GOVERNO SEM ELEIÇÕES



O PS-Madeira recusa «liminarmente qualquer alteração na Presidência do Governo Regional sem eleições antecipadas». A afirmação é clara e foi hoje proferida pelo Presidente do PS-Madeira, em conferência de imprensa, rejeitando assim o que Alberto João Jardim, «numa fuga à democracia», ontem proferiu no congresso do PSD-M, quando afirmou que se demitia, em 2015, do cargo, para dar tempo ao novo líder do PSD-M de governar até Outubro de 2015.
Victor Freitas justificou esta afirmação com a necessidade de dar aos madeirenses e porto-santenses, através de Legislativas Regionais, o direito a escolher quem querem que governe a Região e relembrou ainda o que se passou, em 1978, quando Alberto João Jardim depôs, «à falsa fé, sem ir a eleições, Ornelas Camacho».
A conferência de imprensa começou com Victor Freitas a relembrar alguns dados que revelam o estado a que chegou a Região. Primeiro salientou o aumento do desemprego que, neste momento, atinge já, «segundos os números do INE, 17,5%». Em quase dois anos – entre 2010 e Setembro de 2012 –, a Região «perdeu 14.000 postos de trabalho». Seguidamente, apontou os 660 milhões de euros de receitas próprias, «fruto do trabalho dos madeirenses e porto-santenses», só que, o Governo Regional, para pagar «juros e algum capital» da dívida, vai gastar 362 milhões de euros, «o que corresponde a 55% da totalidade das receitas», facilmente se percebendo a insustentabilidade das «finanças públicas» da Região.
Ainda sobre a «deterioração» da situação económica e financeira da Região, o Presidente do PS-Madeira salientou que o ORAM para 2013 «tem cerca de 1.600 milhões de euros», concluindo-se que a maior parte das verbas é proveniente da República e da Europa, o que desmente anteriores afirmações do Presidente do Governo Regional de que a Região só dependia em 12% no que se refere a verbas vindas do exterior.
PEDRO PASSOS COELHO FUGIU DOS MADEIRENSES
Quanto ao congresso do PSD-M, que decorreu no passado fim-de-semana, Victor Freitas afirmou que aí estiveram reunidos os responsáveis pela desgraça económica e social do país (Pedro Passos Coelho) e pela desgraça económica e social da Madeira e Porto Santo (Alberto João Jardim e o PSD-M),lamentando que o líder nacional do PSD e Primeiro-ministro de Portugal tenha vindo à Região manifestar solidariedade «ao seu PSD» mas não aos madeirenses e porto-santenses, que, «neste momento, passam por grandes agruras e dificuldades».
CONGRESSO DA DIVISÃO E DO SILÊNCIO ESQUECE PAEF E LEI DE MEIOS
Na opinião do PS-Madeira, Pedro Passos Coelho e Alberto João Jardim deveriam ter clarificado «uma série de questões», tais como a renegociação do PAEF e o pagamento das verbas atrasadas da Lei de Meios, mas isso não aconteceu, nada se ouviu sobre isso, declarou Victor Freitas, que questionou por que razão a Região, «desde Setembro, tem as verbas do PAEF bloqueadas», se Pedro Passos Coelho afirmou que a Região «está a cumprir» com o que foi acordado no PAEF; de igual modo, o PS-M quer saber por que razão a Região não recebe os «400 milhões de euros em atraso» relativos à Lei de Meios. Em síntese, «neste congresso da divisão e do silêncio», conclui Victor Freitas, «não se percebe por que razão não reivindicou o PSD-M estas verbas a que a Região tem direito».
O facto de a República já estar a apoiar o Algarve depois do recente tornado, tal e qual o fez depois dos incêndios, mereceu críticas por parte do Presidente do PS-Madeira, que relembrou que houve incêndios este Verão, na Madeira, bem como no início de Novembro, temporais no Norte da Madeira (Porto Moniz/São Vicente/Santana) e no Porto Santo, que causaram «graves prejuízos financeiros» sem que o Governo do PSD/CDS tenha ajudado financeiramente a Região, crítica que estendeu ao Governo Regional e ao PSD-M por não «reivindicar» o que a Madeira e Porto Santo têm direito.
JOSÉ MANUEL RODRIGUES E CDS/PP-M APROVARAM PAEF
A finalizar, Victor Freitas acusou o líder do CDS/PP-M de «demagogia» em relação ao Plano de Ajustamento Económico e Financeiro. O Presidente do PS-Madeira salientou que «a demagogia tem limites», isto porque José Manuel Rodrigues e o CDS/PP-M têm afirmado estar contra o PAEF e pedido a sua revisão quando, em Abril, na Assembleia da República, aprovaram o Orçamento Rectificativo, «que acomodava financeiramente o PAEF». Ou seja, conclui: não são apenas Alberto João Jardim e o PSD-M que estão amarrados ao PAEF, também José Manuel Rodrigues e o CDS/PP-M estão amarrados ao PAEF, também são responsáveis pelo PAEF, «que está a causar tantas dificuldades à Madeira e ao Porto Santo, e que não é solução para o futuro».

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA REGIONAL


Nestes valores NÃO ESTÃO inseridos os Funcionários da Administração Local(Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia), nem da Administração Central(Universidade, PSP, GNR, Tribunais, Forças Armadas, Capitania etc.) nem do Sector Empresarial da RAM que faltam reclassificar. 
Dados da Direcção-geral da Administração e do Emprego Público

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

AH CABEÇAS LOUCAS! E O POVO É QUE PAGA.


Desastre Financeiro - Santana e Porto Santo à cabeça, Ribeira Brava logo atrás!


Santana lidera, seguido pelo Porto Santo em matéria de dívida da Câmara Municipal (dívida total da Câmara Municipal pelo número de habitantes).
A forma como foram geridas as Câmaras Municipais diz tudo da lógica irresponsável do PSD, na gestão dos interesses dos Concelhos. Estas almas, na lógica da manutenção do poder, fazem dívidas atrás de dívidas, como se não houvesse amanhã, para depois lançar sobre os munícipes o pagamento destas dívidas através dos aumentos de IMI e de diversas taxas. Poder-se-ia pensar que estas dívidas serviram para melhorar, em muito, a qualidade de vida e bem-estar das populações, mas quando comparamos com outros indicadores de rendimento disponível por habitante não há uma relação de causa efeito entre a dívida contraída e o rendimento disponível das famílias. Estes anti-kenesianos de pé descalço, andaram a endividar-se numa altura em que a iniciativa privada estava a investir, agora que há uma economia deprimida e era necessário investimento público, para relançar a economia, estão sem tostão. Ah cabeças loucas! E o povo é que paga.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A ILUSÃO DA RAZÃO


"os pobres são culpados pela própria pobreza"
Passos Coelho, Paulo Portas e Gaspar conhecem este menino e milhares de outros, mas estes doutos senhores têm um programa ideológico para Portugal. Estes cavalheiros querem um
 país com mão-de-obra barata e querem decepar o papel do estado na correção das desigualdades sociais. Ainda não me esqueci da proposta de revisão Constitucional de Pedro Passos Coelho e do Estado Liberal que ele quer implantar em cima das conquistas de Abril de 1974. A lógica da Austeridade, contrária a qualquer lógica de racionalidade económica, em que Portugal empobrece, como se um Portugal pobre conseguisse pagar as suas dívidas. Há aqui um preconceito ideológico assumido por quem tem uma visão do mundo em que o estado é um mero observador e sem um papel de garantir a correção das desigualdades que o mercado produz. Vejo nos atuais responsáveis do governo aqueles cidadãos provincianos que de um momento para outro tiveram sorte na vida e olham com desdém os outros que a sorte não os acompanhou. Entendem assim, estes novos-ricos, que os pobres são culpados pela própria pobreza, independentemente das pedras que colocam a quem luta e trabalha para ter sucesso na vida.
http://expresso.sapo.pt/o-menino-que-gaspar-nao-conhece=f768572

O MOTOR DA ECONOMIA ESTA GRIPADO

A QUEDA DO TURISMO

O turismo é o principal alicerce da nossa economia ultraperiférica e tem o papel principal como motor da economia regional. O turismo tem sido a área económica que mais riqueza deixa na M
adeira, mais postos de trabalho cria e mais receitas fiscais contribui para o Orçamento Regional. É inegável a importância que o turismo ganhou ao longo dos anos, para mais, numa situação como a que atualmente vivemos em que, os outros dois pilares que sustentam a economia, construção e Centro Internacional de Negócios, um está manco e outro coxo. 
O turismo é a nossa aposta de eleição. Mas terá sido a aposta do Governo? Claramente que não. Todos sabemos como tem sido projetada a ocupação do nosso território, sem o mínimo cuidado com os impactos paisagísticos e com a deterioração da qualidade do nosso destino. Por outro lado, a falta de apoios à promoção demonstram a inqualificável irresponsabilidade do Governo Regional, matéria esta muito criticada pelos diversos agentes que trabalham neste sector.
Os dados estatísticos, ao nível dos proveitos totais do turismo, demonstram que hoje estamos pior que há 6 anos atrás. Sei que ainda é cedo, mas a diminuição dos proveitos do turismo começam a ter uma lógica que pode passar de conjuntural a estrutural, se nada for feito rapidamente.

O CALOTEIROS DO COSTUME


Estes são os prazos médios de pagamentos por parte das Câmaras Municipais, por aqui se vê uma parte dos responsáveis pela falência de empresas e pelo desemprego. Pedem aos empresários serviços e fornecimentos e depois não pagam a tempo e horas. 
Nestes indicadores Porto Santo e Machico à cabeça e não temos dados relativos a Câmara de Lobos. 
dados extraídos de :https://appls.portalautarquico.pt/

INSUPORTÁVEL!

Insuportável - A Madeira não têm nem meios, nem condições para pagar estas verbas que resultam de um negócio ruinoso para os contribuintes. Renegociação destas PPP já!

DÍVIDA MALDITA!

Esta é sem dúvida a maior "novidade" deste Orçamento Regional para 2013. A Madeira é confrontada com o problema da dívida regional, somos chamados a pagar o desgoverno do PSD-Madeira e de Alberto João Jardim. Os dados são claros. A Madeira tem de receitas fiscais, ou seja, os impostos dos Madeirenses e Porto-Santenses, 658 Milhões de Euros por ano. Este Orçamento para 2013 prevê o pagamento com o serviço da dívida (Juros mais capital vencidos) 362 Milhões de Euros o que corresponde a 55% das nossas receitas fiscais. Em cada 100 euros de imposto que pagamos 55 euros é para pagamento da dívida. Face a esta situação, com a actual linha governativa que mata a economia dificilmente teremos condições de pagar o descalabro financeiro que o PSD nos colocou às costas. 
Nas últimas eleições o PSD dizia que esta era uma dívida abençoada, eu digo está é uma DÍVIDA MALDITA!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

É A DÍVIDA ESTÚPIDO!



Análise ao Orçamento Regional 2013

Uma primeira análise ao Orçamento Regional do Governo do PSD-Madeira, apresentado ontem, demonstra a irresponsabilidade governativa Social-democrata na Madeira. Quem olha para a despesa percebe hoje que a maior fatia do Orçamento não vai para a Saúde ou Educação, vai para pagamento dos encargos financeiros com a DÍVIDA. Aliás é de referir que há um aumento de encargos com a dívida que passa de 8,7% em 2012 para 22,30% em 2013, é a maior subida de sempre com o serviço da dívida. Percebe-se ainda, que a Madeira não têm uma lógica de apoio social às famílias, aplica as verbas da Segurança Social, sem qualquer acréscimo de verbas dos cofres da região, mas também as Funções económicas que em 2012 tinha 22% passa agora para 17,1% em 2013, demonstrando que não há aposta na manutenção e criação de postos de trabalho. Daqui se conclui:

Que a dívida vai comer verbas a todas as outras rubricas do Orçamento;
Em cada 100 euros de impostos 22,30 euros é para pagar dívida;
Não há um incremento nos apoios Sociais:
Não há uma aposta na Economia e no Emprego;
Não há medidas contra cíclicas para a economia;
Há um brutal Aumento de Impostos etc.

Este caminho proposto pelo PSD-Madeira para 2013 irá levar a mais falências, mais desemprego, mais emigração, mais pobreza e um ataque fiscal sem precedentes à classe média. Austeridade e empobrecimento é a palavra de ordem do PSD. A Madeira precisa de um outro Governo, precisa com urgência de uma MUDANÇA de Políticas económicas e sociais.

A MORTE DA ECONOMIA



Dados do INE
A morte das empresas está a levar à diminuição do número de postos de trabalho existentes na Madeira. A nossa economia está a morrer e não é lentamente, é a uma velocidade estrondosa. Nesta economia ultraperiférica, nos últimos 2 anos, desapareceram 14.000 postos de trabalho. Não há memoria nos últimos 28 anos de democracia de desaparecimento de tantos postos de trabalho tão rapidamente (2 anos) como agora. Estes dados são razão de sobra para uma MUDANÇA urgente de Política económica.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O AMANHÃ É JÁ HOJE!

O Plano de Ajustamento acertado entre os Governos do PSD/CDS-PP e PSD-Madeira é uma autêntica PARAGEM CARDÍACA à Madeira e ao Porto Santo.
Disse-o no dia 27 de Janeiro quando foi apresentado publicamente. Não era difícil de prever que o embate das medidas de austeridade levaria à atual situação económica e social. Estava escrito nas estrelas que uma região ultraperiférica, dependente do exterior, com um mercado exíguo e com dificuldades estruturais ancestrais, não aguentaria o embate das medidas de austeridade. Hoje os resultados estão à vista de todos, no desemprego, na falência de empresas, no empobrecimento das famílias, na morte da classe média, na emigração etc. Hoje é unânime na sociedade Madeirense que é necessário uma MUDANÇA no Plano de Resgate sobe pena de nos afundarmos para patamares anteriores à adesão à União Europeia.
Os caminhos perfilhados pela Coligação PSD/CDS-PP e pelo PSD-M vão contra qualquer regra económica empurrando a Madeira para o empobrecimento, para o aumento da dívida, face à diminuição da riqueza (PIB), o que pode colocar a Madeira em risco de incumprir com os compromissos financeiros assumidos junto do Estado Português e da banca.
Esta lógica moral e punitiva, por parte do Governo de Passos e Portas, não resolve nenhuma situação. É necessário rigor e parcimónia na utilização dos recursos públicos, já o alertamos inúmeras vezes ao longo dos anos. O que se trata agora é de resolver o problema e não permitir que os erros do passado voltem a acontecer.
É necessário renegociar o Plano de Ajustamento e relançar o crescimento económico, dando prioridade ao emprego. Qualquer outro caminho, que não tenha como pedra angular o crescimento e o emprego é um erro que todos, Madeirenses e credores, irão pagar muito caro. O amanhã é já hoje, não podemos adiar o nosso futuro por mais tempo.

Austeridade estúpida!



A política que hoje conduz a Madeira é uma política estúpida e sem sentido. A ineficácia das medidas de austeridade já estão à vista de todos. O buraco Orçamental no País, de 3.995 milhões de euros, e na Região, de 255 milhões de euros, demonstraram, nestes últimos 10 meses de Governação, que as metas falharam todas.

✔O desemprego cresceu mais que o previsto;
✔A receita Fiscal caiu a pique, apesar do aumento dos impostos;
✔A despesa social cresceu devido ao aumento generalizado do desemprego;
✔O défice previsto foi ultrapassado em muito;
✔Portugal já está a 8 trimestres consecutivos em recessão;
✔A dívida pública no País e na Madeira estão a crescer face ao PIB ETC.
O Orçamento de Estado e o Orçamento da Madeira para 2013, com os aumentos da carga fiscal levará a uma situação pior que a atual.

Se uma política falha em toda a linha nos seus objectivos e metas não deve ser repensada?

"GOVERNO RECESSIVO"


Infelizmente já há dois concelhos na Madeira, Câmara de Lobos e Machico que ultrapassaram a barreira mítica de 20% de Desempregados, uma situação a todos os títulos grave e que requer intervenção social urgente.
A camin
har para a barreira dos 20% temos Funchal, Ribeira Brava e Porto Santo. Preocupante ainda a situação de Santa Cruz, Santana e Ponta do Sol. Todos estes Concelhos têm um desemprego muito acima da média Nacional que é de 15,5%. Os restantes Concelhos São Vicente, Calheta e Porto Moniz são os Concelhos com a mais baixa taxa de Desemprego na Madeira. Se a Madeira continuar com um "GOVERNO RECESSIVO" a breve trecho vamos ter problemas muito graves e uma economia moribunda.

HORROR DO DESEMPREGO


Assimetrias

Estes dados referem-se a 2009, portanto estão já desactualizados, infelizmente a realidade hoje é pior, bem pior.
100% é a média nacional e em 2009 só tínhamos dois concelhos nesta categoria, todos os restantes estão abaixo da média nacional, na maioria dos casos, muito a baixo.

MUDANÇA


MADEIRA RICA CHEIA DE POBRES

Só que quem olha para os dados dos rendimentos dos Madeirenses em que 52% da nossa população ganha menos de 4.989 euros por ano e 14% ganha menos de 7.410 euros, ou seja, 66% da nossa população tem muito baixos rendimentos.

MADEIRA RICA CHEIA DE POBRES

Somos uma terra em que o nosso PIB é muito superior à média Nacional(efeito do CINM)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

OUTUBRO NEGRO NA MADEIRA

No passado mês de Outubro foram lançados no desemprego 711 novos desempregados. A Madeira atinge agora 23.582 desempregados inscritos no Instituto de Emprego da Madeira, mas sabemos que o número é bem superior. Segundo estes dados e são pessoas inscritas no IEM o desemprego na Madeira atinge 18,3% de Desemprego.
Durante o mês de Outubro 23 Pessoas ficaram sem trabalho, em cada dia que passou.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Responsáveis pelo inglório Presente

Esta é a caderneta de homens do passado que são os principais responsáveis pela atual situação da Madeira. Uns executaram e aplaudiram políticas que hoje dizem não concordar, outros não aparecem na "caderneta" mas tem muitas responsabilidades. Para completar a caderneta faltam aqui nomes como: Ventura Garcês, Santos Costa, Brazão de Castro, Cunha e Silva e muitos outros. É pena não caberem todos na caderneta.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Venham para este lado da barricada

 Nos últimos anos a crise económica, que primeiro foi financeira, levou a que Portugal se endividasse. No caso Português o défice das contas públicas evoluíram como se vê no quadro abaixo. Como é do conhecimento público os Portugueses fizeram um esforço para baixar o défice do Estado ao longo dos anos, neste particular foram tomadas medidas em 2005 para baixar o nosso défice e conseguimo-lo entre 2006 até 2008.
Se bem se recordam estoirou um...
a crise em 2008 que primeiro foi financeira e depois passou a económica, com consequências graves para as empresas e famílias. Em 2008 a própria Europa e o Mundo incentivaram os países a atacarem o problema financeiro, segurando e apoiando a banca. Quando a crise passou da finança para a economia a Europa incentivou os Estados a tomarem medidas de apoio às empresas com um objetivo travar a falência das empresas e o desemprego. É claro que foi necessário o recurso à dívida que levou ao crescimento das dívidas públicas à escala Europeia e Mundial. Ficamos com um problema de dívida e de défice.
Existiram por parte de Portugal medidas erradas, hoje é claro para todos que nem tudo correu bem, e muitas medidas foram desacertadas. Alguns bancos foram salvos e não o deveriam ter sido, alguns apoios dados à economia não sortiram os efeitos pretendidos, algumas obras tiveram grandes derrapagens financeiras e não deviam, muitas parcerias público-privadas foram muito mal desenhadas etc. etc.
Esta crise começou na banca, esta crise começou nos Estados Unidos, mas esta crise atingiu os países mais pobres da Europa. Hoje estamos na situação que estamos por culpa da finança e da banca.
Olho para este nosso mundo e vejo a finança a trilhar os caminhos do passado, vejo os Estados ditos soberanos à mercê dos especuladores e dos donos do dinheiro, vejo aqueles que criaram esta crise como primeiros beneficiários dos sacrifícios que os cidadãos estão a passar. Também vejo a impotência dos estados e dos políticos perante os ventos soprados pelos especuladores, ora sobre a Grécia, ora sobre Portugal, ora sobre a Itália, agora sobre a Espanha.
As receitas que estão a ser aplicadas pela Europa e pelas instituições financeiras são receitas desajustadas, vemos isso na Grécia, vemos a aflição da Itália, de Portugal e de Espanha. Podemos ser bons alunos que estamos votados a ter negativa. O Estado Português até foi além do receituário da troica (cortes nos subsídios, impostos etc.) e falhou todas as previsões quer nas receitas arrecadadas, nos valores do défice que ultrapassamos e suplantamos em muito a dívida prevista para 2012. O erro está no receituário deste Governo e da Europa. Assim afundamo-nos.
Quando é que os Estados se colocam de acordo e criam mecanismos de controlo sobre a alta finança mundial. Manda o poder dos povos ou manda a alta finança? Eu já escolhi o lado da barricada em que quero estar!