segunda-feira, 21 de setembro de 2009

BERNARDO TRINDADE EXORTA SOCIALISTAS À VITÓRIA NO DIA 27

http://www.bernardotrindade.com/
Segunda, 21 Setembro 2009 11:05
A uma semana das eleições legislativas, Bernardo Trindade pediu a mobilização dos militantes e simpatizantes do PS/M, porque “o caminho é difícil, mas ao mesmo tempo estimulante. O pior que nos podia acontecer era acordarmos no dia 28 com a ressaca, com a angústia, de termos novamente a direita no poder e a Dr. Manuela Ferreira Leite no cargo de primeiro-ministro”.
Num jantar este domingo, que teve Luís Amado como convidado especial, o cabeça de lista à Assembleia da República lembrou aos candidatos a cargos autárquicos presentes que, “um excepcional resultado a 27 de Setembro será seguramente a mola propulsionadora para um grande resultado autárquico para o PS no dia 11 de Outubro”.
Bernardo Trindade aproveitou para denunciar o ambiente de asfixia criado pelo Governo Regional “nos últimos quatro anos e meio em que, no essencial, se asfixiou as pessoas com um conjunto de informação que não era verdadeira sobre o compromisso e o contributo do Governo da República para com a Madeira”.
Para rebater essa asfixia recordou “os 50 mil madeirenses que passaram a receber o efeito das medidas sociais do Governo da República no âmbito da Segurança Social”, o aumento do salário mínimo nacional de 375 para 450 euros, a liberalização dos transportes aéreos, os incentivos financeiros no turismo para a promoção e formação, assim como, “o programa Novas Oportunidades, que mobiliza mais de um milhão de portugueses, enquanto na Madeira apenas 7.723 pessoas estão, neste momento, nele integradas. Parece até que se quer, no fundo, reforçar o obscurantismo e a ignorância de um povo”, concluiu numa crítica à actuação do Governo Regional relativamente a uma medida do Governo da República.

Por seu lado, Luís Amado, destacado dirigente socialista e ministro dos Negócios Estrangeiros, concentrou o seu discurso na importância das eleições legislativas para o futuro de Portugal, “depois de domingo, seja qual for o resultado destas eleições, ganhe a direita ou ganhe o PS, nós veremos qual é o partido responsável, quais são as forças políticas responsáveis, capazes de garantir a governabilidade de Portugal, colocando os interesses do nosso país acima dos interesses puramente partidários. O PS é a força positiva na sociedade portuguesa, uma força que não rejeita dialogar com ninguém, que não rejeita sentar-se à mesa e negociar com quem seja necessário negociar, com as instituições que são necessárias para que nós possamos assegurar um futuro melhor para os nossos filhos e gerações vindouras”.
Por isso garantiu que “o PS oferece ao pais um projecto de reforma, de reforma controlada, de reforma negociada, não de ruptura revolucionária ou de conservadorismo imobilista, um, projecto de modernização capaz de nos centrar no projecto europeu mas ao mesmo tempo de nos preparar para a dinâmica de globalização que o mundo hoje conhece, de nos preparar para a inserção do país na nova economia em gestação e no novo sistema internacional que está, aí, a aparecer”.
Para Luís Amado, “a questão é saber quais são as forças que estão dispostas a assumir este compromisso de reformas e de modernização com os portugueses. À nossa esquerda, temos uma esquerda revolucionária, irresponsável, que não quer governar, quer ser contrapoder mas não quer correr o risco de honrar o compromisso da confiança que os eleitores lhes dão e assumir um projecto de governo. À nossa direita temos uma total anemia reformista, nenhum ímpeto, nenhum impulso e as atitudes que a nossa direita assumiu nos últimos meses é de total conivência, cumplicidade, de concubinagem com a esquerda revolucionária, na hostilidade e no afrontamento das principais reformas do país”.
Por fim, este ilustre socialista madeirense considerou, “o que os órgãos de comunicação social deviam confrontar nos partidos políticos e nos portugueses era justamente o debate sobre o futuro do país, sobre a sustentação do crescimento económico e não o “fait-divers”, a calúnia e a extravagante ideia da asfixia democrática”.

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