quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O jogo da cabra-cega | DNOTICIAS.PT

O jogo da cabra-cega | DNOTICIAS.PT

Nesta terra alguns teimam que continuemos a jogar o jogo da cabra-cega e que façamos disso um modo de vida.
Este jogo consiste em colocar uma venda nos olhos de alguém, a cabra-cega, que fica no meio de um círculo humano que roda até que esta bata palmas. A roda humana pára e a cabra-cega tenta agarrar um dos participantes e adivinhar o seu nome.

Parece que algumas mentes brilhantes querem pôr-nos a jogar o jogo da cabra-cega. Colocam-nos uma venda nos olhos, dão-nos a volta, desorientam-nos e de olhos vendados teremos de fazer o nosso caminho, ou seja seguir o caminho e as orientações que outros nos vão sussurrando.

Por isso, a instigação das populações contra o Diário de Notícias e demais comunicação social independente, por parte de determinados (ir)responsáveis de topo da hierarquia regional, de forma continuada e reiterada, tem um objectivo: destruir o papel da imprensa na Madeira e colocar uma venda sobre os olhos dos madeirenses.
A agressão recente a um jornalista não é um crime qualquer, é um crime contra a Democracia e tem um objectivo claro: intimidar a acção e o papel da comunicação social, papel esse que é imprescindível em Democracia

Felizmente que o Clube Sport Marítimo não é o seu presidente, nem tão pouco aquele sócio que quis extinguir o clube, mas que ainda recentemente instigou os maritimistas contra os jornalistas do Diário, perante uma plateia de crianças, na Ribeira Brava. O resultado está à vista, o senhor Carlos Pereira agride um jornalista num ataque covarde, à falsa fé, pelas costas, como é hábito em determinados círculos da nossa Terra, para agora dizer que o aviltante acto é uma invenção.

Um clube com a dimensão do Clube Sport Marítimo merece um melhor presidente, não merece actos de jagunçada na sua liderança. Não invejo a sorte dos jornalistas do sector privado na Madeira, não é fácil fazer jornalismo numa terra pequena onde toda a gente se conhece e se cruza na rua e no café, onde as relações de proximidade são sufocantes para a actividade jornalística. É preciso coragem para exercer o jornalismo nesta Terra, é necessário ser moldado por um carácter forte e por uma couraça imune às pressões, o que não é fácil, diga-se. Mas, sem actividade jornalística, a Democracia não passa de uma cabra-cega.

Sem comentários: