quarta-feira, 11 de maio de 2011

Se as pessoas não fossem números | DNOTICIAS.PT



Os números do desemprego, os números das falências, os números do défice, os números da dívida, etc. Parece que somos cada vez mais números do que pessoas. As novas terminologias passaram de uma lógica das pessoas para uma descaracterização do Eu. Passamos a ser todos números perante o Estado, os Bancos e demais instituições.

Antes de sermos números somos pessoas com sonhos, expectativas de vida e, embora cada vez menos, com esperança no futuro. Os governantes olham-nos como números, cuja única arma é a cruz no boletim de voto. Essa é a nossa força, porventura a nossa única força.
É a altura de confrontar os que nos governam há mais de 30 anos pelo estado que a Madeira chegou. Não foram eles que nos disseram que as Sociedades de Desenvolvimento não iriam custar um único tostão aos contribuintes? Não foi o único importante que afirmou que não nos preocupássemos com a dívida, que iria tratar dela? Então por que razão agora apresentam-nos agora a factura?

Foi o discurso da mentira que levou a este descalabro a nossa Região e agora temos que pagar com um aumento brutal de impostos, na ordem dos 40 milhões de euros ao ano. Eu pergunto não há consequências? Não há responsáveis? O mentiroso que afirmou que os contribuintes não iriam pagar a dívida da Madeira, porque não reafirma perante os Madeirenses as suas palavras? Quando se é o Único Importante parece que ninguém mais conta.
Hoje qualquer madeirense com "dois dedos de testa" sabe que Alberto João Jardim levou a Madeira e o Porto Santo ao descalabro económico e social, criou dívidas que nós todos teremos de pagar. Jardim, vai pagar aos madeirenses o que lhes deve?

Faltam cinco meses para as eleições Regionais e é necessário pedir contas a quem esbanjou os nossos recursos e, acima de tudo, perguntar onde está a esperança no futuro? Onde pára o discurso do PSD-M do "lei e mel", do progresso e desenvolvimento, onde pára o discurso do orgulho na obra feita? Hoje já nem o PSD-M tem orgulho na obra feita porque o que têm é "dívida feita". O que têm para apresentar aos madeirenses? Dívidas, pobreza, desemprego e emigração. Se as pessoas não fossem números se o défice for contabilizado em emoções: desespero, aflição e raiva, que factura tão alta teria o PSD de pagar! Se o desemprego, a pobreza, a fome e a falta de esperança no futuro pudessem ser imputados aos responsáveis que colocaram a Madeira nesta situação, a mudança ocorreria da noite para o dia. Se o PSD-M tiver de pagar o défice social que deve aos Madeirenses, a factura não será só em números de votos. in www.dnoticias.pt

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