quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Venham para este lado da barricada

 Nos últimos anos a crise económica, que primeiro foi financeira, levou a que Portugal se endividasse. No caso Português o défice das contas públicas evoluíram como se vê no quadro abaixo. Como é do conhecimento público os Portugueses fizeram um esforço para baixar o défice do Estado ao longo dos anos, neste particular foram tomadas medidas em 2005 para baixar o nosso défice e conseguimo-lo entre 2006 até 2008.
Se bem se recordam estoirou um...
a crise em 2008 que primeiro foi financeira e depois passou a económica, com consequências graves para as empresas e famílias. Em 2008 a própria Europa e o Mundo incentivaram os países a atacarem o problema financeiro, segurando e apoiando a banca. Quando a crise passou da finança para a economia a Europa incentivou os Estados a tomarem medidas de apoio às empresas com um objetivo travar a falência das empresas e o desemprego. É claro que foi necessário o recurso à dívida que levou ao crescimento das dívidas públicas à escala Europeia e Mundial. Ficamos com um problema de dívida e de défice.
Existiram por parte de Portugal medidas erradas, hoje é claro para todos que nem tudo correu bem, e muitas medidas foram desacertadas. Alguns bancos foram salvos e não o deveriam ter sido, alguns apoios dados à economia não sortiram os efeitos pretendidos, algumas obras tiveram grandes derrapagens financeiras e não deviam, muitas parcerias público-privadas foram muito mal desenhadas etc. etc.
Esta crise começou na banca, esta crise começou nos Estados Unidos, mas esta crise atingiu os países mais pobres da Europa. Hoje estamos na situação que estamos por culpa da finança e da banca.
Olho para este nosso mundo e vejo a finança a trilhar os caminhos do passado, vejo os Estados ditos soberanos à mercê dos especuladores e dos donos do dinheiro, vejo aqueles que criaram esta crise como primeiros beneficiários dos sacrifícios que os cidadãos estão a passar. Também vejo a impotência dos estados e dos políticos perante os ventos soprados pelos especuladores, ora sobre a Grécia, ora sobre Portugal, ora sobre a Itália, agora sobre a Espanha.
As receitas que estão a ser aplicadas pela Europa e pelas instituições financeiras são receitas desajustadas, vemos isso na Grécia, vemos a aflição da Itália, de Portugal e de Espanha. Podemos ser bons alunos que estamos votados a ter negativa. O Estado Português até foi além do receituário da troica (cortes nos subsídios, impostos etc.) e falhou todas as previsões quer nas receitas arrecadadas, nos valores do défice que ultrapassamos e suplantamos em muito a dívida prevista para 2012. O erro está no receituário deste Governo e da Europa. Assim afundamo-nos.
Quando é que os Estados se colocam de acordo e criam mecanismos de controlo sobre a alta finança mundial. Manda o poder dos povos ou manda a alta finança? Eu já escolhi o lado da barricada em que quero estar!

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