sábado, 19 de fevereiro de 2011

Público - Líder do PS-Madeira candidato contra José Sócrates


Público - Líder do PS-Madeira candidato contra José Sócrates

O líder do PS na Madeira, Jacinto Serrão, está a preparar uma moção de estratégia política global para apresentar ao congresso nacional do partido, como alternativa à do secretário-geral, José Sócrates.

Serrão pretende abrir um espaço de reflexão interna e suscitar um debate dentro do PS, tendo em conta as exigências sociais e o papel do socialismo democrático. O dirigente dos socialistas madeirenses, contactado pelo PÚBLICO, não confirmou a apresentação do documento. "Não pretende com essa iniciativa contribuir para o derrube do Governo, porque prefere Sócrates a Passos Coelho na liderança do país, mas vai defender uma governação do PS mais centrada nas causas sociais que são a matriz do partido", garantiu um seu colaborador.

A moção política de orientação nacional a apresentar ao XVII congresso, acrescentou a mesma fonte, centrar-se-á nos fundamentos do socialismo democrático e na sua ideologia, através dos quais procura encontrar respostas para a crise que Portugal, a Europa e o Mundo atravessam.

Com 41 anos, Serrão é licenciado em Física. Foi deputado à Assembleia da República em 2005, regressou ao parlamento regional depois das eleições antecipadas de 2007, nas quais, na sequência da aprovação da Lei das Finanças Regionais contestada por Jardim, o PS baixou de treze para sete deputados. Foi líder da JS-M entre 1995 e 1998 e presidente do PS-M entre 2002 e 2007, cargo para o qual voltou a ser eleito há dois anos.

Brotas apresentou moção

Ontem, foi apresentada a moção e a candidatura que congrega um conjunto de críticos à actual liderança. António Brotas, o nome escolhido para liderar a candidatura, defendeu, em Leiria, a escolha de pessoas diferentes para o cargo de secretário-geral do PS e para primeiro-ministro: "Não ligar automaticamente o cargo de secretário-geral do PS a um lugar de primeiro-ministro", propôs o ex-secretário de Estado do Ensino Superior. E garantiu que, se ganhar as eleições, José Sócrates "continua como primeiro-ministro, porque é responsável perante a Assembleia da República".

Uma das bandeiras da candidatura será a batalha contra os boys: "É indecoroso que apareçam jovens gestores com salários acima do do Presidente da República". O que "não é culpa do Sócrates", disse, antes de acrescentar que este tinha "culpa em não ter conseguido dominar o fenómeno". com Nuno Sá Lourenço

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