sexta-feira, 19 de março de 2010

UMA ECONOMIA ESTROPIADA

A economia Madeirense desde 2004 tem sofrido abalos sistémicos que colocam a nu as falhas da governação e a ruína do modelo que durante mais de 30 anos foi o suporte do nosso modo de vida, do nosso relativo bem-estar.
Nos últimos 6 anos os indicadores económicos e sociais regrediram 30 anos, desde o fim das grandes obras em 2004, muito antes de qualquer mudança na lei de finanças das regiões autónomas, a emigração revelou-se uma autêntica sangria de jovens e menos jovens a fugirem deste "cantinho do céu", para Londres, Jersey e Guarnsey, a pobreza tem vindo ao aumentar, o poder de compra a diminuir, há um aumento do número de falências e consequentes despedimentos, a sustentabilidade das nossas contas públicas ruíram depois daquelas malfadadas engenharias financeiras(Vialitoral, Viaexpresso, Sociedades de Desenvolvimento etc..) que tantos prejuízos nos trem trazido e naturalmente a ruína surge aos olhos de todos através dos números do desemprego: 15.000.
As pessoas não são números, os os números transmitem a realidade das pessoas. Há hoje muitas famílias em dificuldades e com encargos assumidos que tiram o sono a muita gente.
Quando vejo a satisfação que alguns governantes demonstram perante esta catástrofe, e o suplemento financeiro que ai vem, dou por mim a reflectir se aquelas cabecinhas pensadoras estão a ver a realidade como ela é ou se julgam que mais 2 anos de obras de reconstrução podem resolver a médio prazo alguns problemas, mas e o futuro?

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