quinta-feira, 19 de março de 2009

HÁ ALGUÉM QUE NOS PAGUE AS DÍVIDAS??

Guterres e Angeline Jolie

O Modelo de Desenvolvimento Regional que o PSD-M propalou como de sucesso tem vindo, desde 2004, a mostrar as suas rupturas. Um modelo que sempre assentou na Construção de obras públicas, mas acima de tudo no endividamento, só poderia dar este resultado. O PSD sabia, a oposição denunciou que sem a diversificação da nossa actividade económica os resultados seriam estes. Só nos últimos 4 aos com a titularização de créditos(150 Milhões de Euros), Com o Programa Pagar a tempo e Horas(256 Milhões de Euros) a Madeira foi à banca endividar-se para pagar dívidas antigas no valor de 406 Milhões de euros. Para não falar a nível das dívidas das sociedades de desenvolvimento, do sector público empresarial, dos avales etc... bem como, dos compromissos financeiros da Vialitoral, Viaexpresso, Viamadeira etc... e da Dívida Directa que caminha a passos largos para uma situação de ruptura das contas da RAM. Naturalmente que com um modelo de desenvolvimento assente na obra pública e na dívida à banca a factura mais tarde ou mais cedo irá ser assumida pela nossa e pelas futuras gerações.
Notícias como estas "População dos Canhas aponta para o ressurgimento da imigração" in Diário de Notícias da Madeira não são de estranhar, aliás são a consequência óbvia do desastre governativo do PSD.
  • Alguém pode imaginar que podemos viver à custa da ida ao crédito bancário eternamente?
  • Alguém pode achar que o Governo Regional vai construir obra pública nas mesmas dimensões do passado?
  • Alguém acredita que vai aparecer um Primeiro-Ministro que irá resolver os problemas financeiros criados pelo PSD-M?

Parece que sim, no PSD acham que irá aparecer alguém de Lisboa que pague as nossas dívidas e que nos resolvam os problemas. Mas também parece-me que no PSD ninguém acredita que quem criou os problemas, os irá resolver. Temos assim um PSD que cria problemas, mas não tem soluções para tirar a Madeira da alhada em que à meteram, mas acreditam que no horizonte há-de aparecer um Guterres que nos pague as dívidas. Haja paciência!

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