sábado, 21 de março de 2009

LOUCURA TOTAL. MEDICAÇÃO JÁ!


«Eu quero mais para o futuro», definiu, defendendo o aumento da economia e a criação de mais emprego e pedindo à Madeira para que «não esteja amarrada às invejas e aos ódios que sopram de Lisboa» e dos «cúmplices miseráveis» locais. Depois de ter dito que os jovens têm a «obrigação» de não deixar a Região voltar para trás, Jardim insistiu nos cartões amarelos a José Sócrates nas Eleições Europeias e nas Autárquicas e num cartão vermelho nas Legislativas.«A Madeira tem de se ver livre do Sócrates e dessa trupe», justificou. Alberto João Jardim in Jornal da Madeira, jantar do PSD-M em Câmara de Lobos.
Alberto João Jardim, mais uma vez, não fala aos Madeirenses das soluções que tem para o futuro da Madeira, ele quer «Eu quero mais para o futuro» para ele mas esquece-se dos Madeirenses. Continua na sua estratégia de má criação, de falta de respeito e de linguagem grosseira. Nada que nos espante, mas demonstra a ingratidão que tem mesmo quando um Governo da República ainda recentemente autorizou mais 50 Milhões de Euros de endividamento para somar aos 150 Milhões de Euros da titularização de créditos e aos 256 Milhões de Euros do Programa Pagar a Tempo e Horas.
Já afirmei por diversas vezes que Jardim vai dando a ideia que por mais que um Governo da República ajude a Madeira o que irá receber em troca é injurias e ofensas, veja-se o que aconteceu com Guterres pagou a dívida da Madeira e Jardim apelidou-o de Fariseu, caloteiro e mafioso. Esta lógica é uma lógica perversa, ingrata e perigosa para a Madeira e para os Madeirenses.
Alberto João Jardim é tudo o que não é um Madeirense. Jardim é mal educado, os Madeirenses não; Jardim é ingrato, os Madeirenses não, temos assim o Presidente do Governo que é o oposto da identidade do povo Madeirense.
O homem não se enxerga de facto e lata não lhe falta quando diz que «não esteja amarrada às invejas e aos ódios que sopram de Lisboa» e dos «cúmplices miseráveis» locais, porque para ele todos os que têm ideias diferentes são traidores, todos os que têm uma visão diferente da sua em relação à Autonomia são antiautonomistas, todos os que não são do seu partido não prestam. Esta lógica do preto e branco não passa de uma estratégia de diminuição das oposições e seus protagonistas, de lançar um pensamento único e deturpado da realidade, com o objectivo de congregar votos no seu partido. Por este caminho, já bem longo, de um processo de aculturação às suas ideias estamos a criar uma sociedade na Madeira que gera injustiças. A lógica de que Lisboa odeia os Madeirenses, foi criada por Jardim, ele é que cria ódios em Lisboa, não são os Madeirenses, ele tudo faz para criar esses ódios de lá para cá e de cá para lá, para que os Madeirenses o vejam como defensor da Madeira e se unam contra um inimigo externo que não existe. Quem assim vê o mundo só posso deixar um conselho: MEDICAÇÃO JÁ!

1 comentário:

amsf disse...

Loucos são só aqueles que não conseguem arrastar multidões na sua loucura. Nestas circunstâncias, louco é aquele que não se deixa seduzir pela vaga de fundo da maioria! A loucura é um estado de alma subjectivo e em democracia as maiorias têm sempre razão, loucas ou não. Claro que a história diz-nos que as maiorias raramente têm razão no entanto como a história é longa e a vida é curta serão outros a pagar pelas loucuras presentes!