quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

PS pede intervenção de Cavaco, Sócrates e Ferreira Leite

Pela quarta vez os socialistas não conseguiram eleger um vice-presidente para a Assembleia e responsabilizam Alberto João Jardim pela "democracia doente" que se vive na Madeira.
Sara Moura, correspondente do Expresso na Madeira

O Partido Socialista (PS) da Madeira pediu hoje a intervenção das principais figuras políticas do país para combater a falta de liberdade democrática que se vive na Região Autónoma. Após ter falhado pela quarta vez a eleição de um vice-presidente para a Assembleia Legislativa, o PS convocou a imprensa para pedir a Cavaco Silva que marque uma reunião de Conselho de Estado para analisar a questão da democracia na Madeira.
"O Presidente da República não pode continuar a fugir de um problema chamado Madeira, tem que intervir para dar aos madeirenses uma democracia a sério", disse o líder da bancada socialista Vítor Freitas, que pediu também a intervenção de José Sócrates e de Manuela Ferreira Leite.
"Quem constrói a Constituição são os dois maiores partidos, e por isso têm o dever de se pronunciar nestes casos sucessivos de atropelo à democracia". É neste sentido que Vítor Freitas defende a intervenção urgente do secretário-geral do PS, visto tratar-se de uma "questão de liberdade", e uma tomada de posição de Manuela Ferreira Leite, que "não pode continuar a fugir ao que se passa na Região".
Vítor Freitas acusa Alberto João Jardim de ser o verdadeiro responsável pelo chumbo do nome de Bernardo Martins, dizendo que o líder do PSD-Madeira "não dá liberdade de voto aos deputados social-democratas, obrigando-os a votar contra", inviabilizando-se assim o normal funcionamento do processo democrático.
"A democracia na Madeira está doente e essa doença tem um nome: Alberto João Jardim", concluiu Vítor Freitas.
Para eleger Bernardo Martins para a vice-presidência da Assembleia, o PS precisava do voto de 24 dos 47 deputados, mas só conseguiu 23. O PSD disponibilizou 10 votos, o que somando à restante oposição, daria os 24 necessários. Mas o deputado único do MPT, João Isidoro, que na anterior legislatura começou na bancada socialista e terminou como independente por incompatibilização com Bernardo Martins, voltou a bloquear a eleição.

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